Em busca de sentido – Viktor Frankl

Psiquiatra austríaco, Frankl relata no livro a sua própria experiência nos campos de concentração que o levou à descoberta de um novo ramo da psicoterapia, a logoterapia.

Frankl teve quase toda a família exterminada nos campos de concentração, onde buscou incessantemente uma razão para se manter vivo, em meio à bestialidade humana experimentada e presenciada todos os dias, em todas as situações.

Enquanto Freud trabalha as frustrações da vida sexual, Frankl, na logoterapia, trabalha as frustrações na busca de sentido e significado da vida.

O livro, triste nos seus relatos pessoais, é uma lição para qualquer um que esteja em meio a adversidades, lançando perguntas sobre a vida e seu sentido. A experiência de Frankl é uma constante busca de sentido na vida, enquanto procura uma migalha de alimento para conseguir manter a mente suficientemente lúcida.

Mostra ele que a vida em meio à dor e o sofrimento é o lugar também para exercitar a compaixão e a generosidade. Quanto nos sentimos mais deprimidos, desprovidos e maltratados, pensamos sim em receber alguma coisa, mas devemos também pensar em dar alguma coisa a alguém em situação mais degradada.

Cita Frankl as palavras de Nietzsche: quem tem por que viver, pode suportar qualquer como – que retrata bem a própria experiência de busca de sentido na condição extrema de humilhação e sofrimento.

Viktor Emil Frankl nasceu em Viena em 1905 e faleceu em 1997, médico e psiquiatra que fundou a escola da logoterapia. O seu nome é um destaque no campo da psicanálise, juntamente com Freud, Lacan, Jung e Adler.  Antes da II Grande Guerra, Frankl já clinicava em um hospital psiquiátrico em Viena, e com a guerra, foi confinado a campos de concentração, onde, em meio à experiência extrema da condição humana, elaborou o que veio a ser chamada posteriormente de logoterapia, tida como a terceira escola vienense da psicanálise.

Frankl ensinou na Escola de Medicina de Viena e publicou diversos livros, dentre eles: A presença ignorada de Deus.

Existe hoje um atuante instituto dedicado ao seu trabalho, o Instituto Viktor Frankl.