Limites cabem em qualquer relacionamento

Para tudo há um limite e nos relacionamentos então, temos que atentar para os limites que podem facilmente ser negligenciados. Gostamos de nos intrometer na vida dos outros, tentar controlar e fazer valer a nossa vontade, percepção, ideias e escolhas.

Em cada relacionamento, é importante se estabelecer os limites, e revisá-los permanentemente. Cada um tem uma proposta de relacionamento, e é bom que seja clara. Boas cercas fazem bons vizinhos. Pode parecer rude, mas fronteiras claras fazem bons relacionamentos entre pessoas maduras. Isso reduz os desentendimentos e o estresse deles provenientes.

Respeitar os limites:

Os limites não são naturalmente respeitados uma vez estabelecidos e acordados. Há um processo natural de degradação das fronteiras de ambos os lados, e de repente, nos sentimos desconfortáveis com o relacionamento, pois sentimos que a nossa individualidade está ameaçada, e que a nossa discricionariedade está sendo apropriada.

Não há culpados nessa questão, pois os limites acabam sendo negligenciados sem qualquer explicação, enfim, é um fenômeno natural que atinge pais e filhos, marido e mulher, chefe e colaborador. Temos que manter uma vigilância permanente se queremos ter um relacionamento maduro e adequado.

Quando fazemos um esforço muito grande para agradar os outros, estamos destruindo os limites dos relacionamentos e logo adiante vamos nos sentir capacho dos outros.

Se por outro lado, fincamos posição e brigamos muito pelas nossas ideias, detestamos ser contrariados e fazemos valer as nossas escolhas, também estamos chutando para cima os limites e logo vamos ficar isolados, pois ninguém quer se fazer de capacho.

Limites nos relacionamentos representam maturidade e consciência um do outro, muito longe de ser uma rigidez ou burocracia do relacionamento. Limites cabem em qualquer relacionamento, mesmo no amoroso, conjugal e fraternal.

Estabelecemos limites, respeitamos e preservamos para o bem de todos, para a permanência de um relacionamento adequado, sereno e amoroso.

Rubens Sakay (Beco)

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta