Lembranças ruins que quero apagar.

Não preciso apagar as lembranças, só preciso lidar com mais serenidade, deixando que elas parem de me assombrar.

Refletir sobre elas, sem ruminação, racionalizando, criando uma história boa e construtiva, que explique para você mesmo, os acontecimentos.

Um pedaço de papel, uma visão otimista, pode resolver uma porção de coisas mal resolvidas do passado, sublimando dores passadas, encontrando razão e sentido na própria vida.

Experiências negativas:

Quando examinamos as experiências negativas do passado, se liberando da culpa, e parando de culpar também os outros, as experiências ganham uma leveza especial. Se além disso, conseguimos identificar as lições que restaram delas, aí completamos o processamento ideal para tudo isso.

Ao final, percebemos que levamos a vida sem arrependimentos e sem ressentimentos.

O papel de vítima começa a não servir mais em você. É como tentar vestir uma roupa de quando você era fraquinho e raquítico, agora que você ganhou musculatura saudável. Não dá mais certo.

Hoje sei que não preciso passar uma borracha no meu passado sofrido, pois posso descobrir que não foi tão ruim assim.

Tudo tem sua razão, e tudo guarda uma lição, e quero sempre acreditar nisso, tanto nas coisas que aconteceram no passado, quando o que ainda está por vir.

A vida como um rio:

A vida caminha como um rio, devemos aceitar, sem resistir ao inescapável.  O fluxo segue o seu objetivo, irrigando e produzindo, refrescando e alimentando, e a vida é abundante em cada trajeto.

O passado não é um caderno de borrões incompreensíveis. Se olharmos para as nossas experiências com generosidade, honestidade e compaixão, tudo ganha a clareza necessária para se acreditar na vida.

Com o tempo, e com o olhar renovado, passei a acreditar mais em mim, nas pessoas e nas circunstâncias.

Aprendi que posso mudar, posso renovar, sem perder a minha identidade.

As escolhas são inúmeras, e a diferença entre o certo e o errado, o bom caminho e o caminho tortuoso, só nos é revelado se mantivermos a mente aberta e as lentes desembaçadas.

R.S. Beco

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