Impossível perdoar.

As vezes pensamos ser impossível perdoar. Há pessoas difíceis, e podemos até pensar, impossíveis de se perdoar.

Como perdoar alguém que nos causou mal, e deseja que o nosso mal se agrave?

Como perdoar alguém que não dá a mínima se perdoamos ou não?

Como perdoar alguém que nutre por nós um profundo desprezo, mesmo depois de nos causar algum mal?

Como perdoar?

Dizem os especialistas que a despeito de tudo isso, seremos favorecidos se conseguirmos perdoar.

Não há menor dúvida de que quando o perdão quando acompanhado de reconciliação, é facilitado. Nem sempre isso é possível.

Quando o ato do perdão e mais que tudo um ato de heroísmo, temos que nos mirar nos exemplos de Nelson Mandela e do Papa João Paulo II. Em ambos os casos, perdoar não significou aprovar os atos cometidos. Os atos vieram da grandeza da alma, uma libertação para si mesmo e para o povo que representam.

Mandela foi confinado por 27 anos na prisão, e ao sair, perdoou quem infligiu nele tanto sofrimento e colocou a paz do seu povo acima do seu próprio orgulho. O Papa, por sua vez foi alvejado e quase morto por Ali Agka, quem ele visitou na prisão e perdoou.

O perdão pode parecer impossível, mas temos que pensar na nossa própria libertação.

O perdão, como sempre enfatizo, é um ato de amor a si mesmo.

Podemos nos libertar da carga, deixar ir, interrompendo o sofrimento que nos foi imposto.

A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional, pois podemos usar a nossa discricionariedade e decisão, e cortar de vez as correntes que nos atam aos nossos algozes.

Não temos que seguir convivendo com as pessoas que nos causam mal, afinal, é uma decisão não se fazer de capacho.

Se o perdão nos parece impossível, devemos colocar o foco na nossa libertação, e assim, o perdão vai nos parecer mais alcançável.

R.S. Beco

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