Homens não choram, mulheres não discordam

Aprendemos desde pequenos alguns estereótipos que nos limitam, e que exigem uma desprogramação mental para nos livrarmos deles.

Meninos e meninas são programados de maneiras diferentes. Enquanto nós somos criados para sermos machos, duros e fortes diante das adversidades, as meninas são educadas para serem mais cordatas e tanto uns quanto outros lutam com tais limitações à medida que a vida real se descortina.

Os homens aprendem que podem sentir a dor, mostrar emoção e chorar, e principalmente reconhecer que sofrem e sentem insegurança quando a coisa pega feio.

Mulheres aprendem a discordar:

As mulheres lutam para aprender a discordar, ter uma opinião própria, pois sabem que sem isso acabam virando capacho, vitimas da manipulação tanto de homens quanto de outras mulheres, como bem nos ensinou a dra. Harriet Braiker no seu livro “ A síndrome da boazinha”, que no título mais adequado, em inglês, “The disease to please”, a doença de agradar.

Não temos que agradar a todos, e temos o direito de mostrar fraquezas de vez em quando.

Somos humanos, não gostamos de ser diminuídos e sofremos diante das dificuldades assim como todo mundo.

Precisamos admitir o sofrimento para nos livrarmos dele. Quando queremos dar uma de macho, fazer cara feia e querer segurar a onda, corremos sempre o risco de perpetuar o sofrimento.

Admitir e aceitar é condição para vencer. Aquilo que aprendemos quando meninos, que temos que ser duros, lutar até o fim, sem transparecer fraqueza e principalmente esconder as lágrimas, acaba sendo um dificultador.

Nossos sentimentos dolorosos são válidos e temos que reconhecê-los, como aprendi com Lewis B. Smedes no seu livro Perdoar e Esquecer.

Se emocionar não é sinal de fraqueza nem demonstração de incapacidade. Mesmo os homens têm permissão para se emocionar e chorar quando a dor for grande demais.

A vida é assim mesmo, mas é bonita e gratificante se lidarmos bem com as limitações.

R.S. Beco

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