Homem é diferente de mulher.

É evidente que as diferenças são enormes e inconfundíveis – homens e mulheres são muito diferentes.

Sabemos disso, mas insistimos na expectativa que se comportem de maneira semelhante.

Nenhum ambiente apresenta tantos desafios para homem e mulher quanto o ambiente conjugal.

Ter que se entender que esse mar de diferenças hormonais é um desafio que derrota a maioria das pessoas, e que se confirma no alto índice de separações.

Estudos científicos dos mais variados examinam a questão do homem e da mulher em ambiente de relacionamento. Estudam a infidelidade, a monogamia, a relação com o sexo, as desavenças e o cuidado com os filhos.

Marianne Legato:

Dra. Marianne Legato é professora de medicina na Universidade de Colúmbia. Ela conduz um centro de medicina do gênero, e aponta para várias descobertas interessantes, especialmente aquelas na área da neurociência.

Quando o casal se desentende e discute calorosamente as desavenças, o processo químico no cérebro é diferente, e o resultado claro disso se verifica quando a discussão cessa. O homem retorna rapidamente às suas tarefas como se nada tivesse acontecido e a mulher fica remoendo as desavenças por longo tempo.

Na mulher, como explica a Dra. Legato, a cascata hormonal segue alimentando o cérebro por mais tempo. Há coisas diferentes ocorrendo em cada pessoa.

Fenômeno similar acontece com os efeitos da ocitocina após o ato sexual. O homem se levanta para pegar uma cerveja na geladeira ou liga a televisão, ao passo que a mulher ainda quer ficar de aconchego.

Testosterona:

A testosterona que impulsiona o homem para o sexo também limita a atuação de outras substâncias químicas.

Compreender essas e muitas outras diferenças é uma tarefa diária para quem quer seguir de maneira saudável no relacionamento conjugal.

Quando um casal briga ou discute as suas discordâncias, o cérebro da mulher percorre os detalhes, ao passo que o do homem deixa passar.

Não é por nada que depois das discussões ou incidentes, as mulheres se lembram de tudo e os homens já esqueceram.

Uma sofisticação importante é a plasticidade do relacionamento, hoje objeto de estudos nas universidades americanas.

Assim como o cérebro se altera com as experiências a idade, também os objetivos implícitos na relação conjugal se alteram com a fase da vida dos indivíduos.

Entender e lidar com essa plasticidade é especialmente complicada.

Temos que ser capazes de enxergar um meio termo nos anseios e comportamentos de homem e mulher, se queremos um relacionamento durável, e a recomendação milenar de amor e honestidade, funciona muito bem como uma base para esse relacionamento.

Beco

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