Felicidade é um problema sério.

Ser feliz é uma obrigação moral, diz Dennis Prager, que escreveu o livro “Happiness is a serious problem”- Felicidade é um problema sério.

Diz ele que assim como a honestidade, integridade, coragem e altruísmo são traços desejáveis para um cidadão comum, ser feliz deveria ser também um requisito, uma obrigação moral.

Uma pessoa infeliz faz tanto mal ao mundo quanto uma pessoa desonesta.

Um filho desajustado e infeliz numa família, um colega infeliz no trabalho, podem tornar o ambiente o e convívio um tormento. Deveríamos portanto, sempre pensar na felicidade como uma característica genuína, alcançável e desejável, e nunca algo egoísta e auto-centrada.

Querer ser feliz é um desejo nobre, faz bem ao indivíduo e à humanidade.

Devemos isso aos nossos pais, filhos, companheiros, colegas e amigos.

Devemos isso a nós mesmos.

Ninguém merece um amigo que parece que gosta de sofrer, ser infeliz e faz de tudo pra dragar os outros para dentro do poço.

Devemos no entanto, desenvolver a consciência do que nos traz felicidade, do contrário corremos o risco de acabarmos infelizes depois de conseguir aquilo tudo que imaginávamos que iria trazer a felicidade.

A esteira hedônica é cruel. A corrida é louca e a recompensa não é o que você pensa que é.

Quando crianças, confundíamos o divertimento com a felicidade, nada melhor que um sorvete de baunilha.

Com a maturidade, aprendemos que muitas coisas que trazem a satisfação são temporárias e efêmeras.

As coisas duradouras são mais sofisticadas que uma taça de sorvete, mas pode ser tão singela quanto o sorriso de uma criança, ou o vôo de um pássaro.

O desejo pelas coisas efêmeras não vai deixar de existir, e é parte da nossa natureza, mas aprendemos a distinguir aquilo que fica daquilo que se dissipa com facilidade.

Quando estamos realmente compenetrados na nossa reação às coisas, conseguimos realmente aquilo que nos coloca em fluxo, na definição do Prof. Mihaly Csikzentmihalyi

A felicidade é parte da natureza humana, diz Dennis no seu livro, e recomenda que façamos a reparação dessa natureza humana quando estamos em estado de infelicidade.

A consciência da própria natureza humana é uma tarefa difícil, mas uma vez exercitada, a recompensa é valiosa, pois deixamos de correr na esteira hedônica e damos importância àquilo que realmente nos traz felicidade.

Tratamos as outras pessoas com mais dignidade e respeito quando estamos felizes.

Algumas pessoas comentam que é improdutivo ficar pensando na felicidade o tempo todo, mas a consciência permanente sobre a felicidade não é diferente da consciência permanente para ser honesto, o que não parece incomodar qualquer indivíduo honesto.

Beco

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