Faça sem pedir medalha.

Lute sem pedir medalha. Faça as coisas e dê tudo de si, simplesmente porque se sente na responsabilidade.

Faça bem feito e não espere medalha ou busto na entrada do edifício.

Aja mais leve, cobre menos reconhecimento, e faça de coração.

Colabore com os outros, trabalhe em grupo, e recuse ambientes que colocam as pessoas no pódio todo momento.

Muita comparação, medalhas e reconhecimento público acaba prejudicando o espírito de equipe e a colaboração.

Família:

Em família, componha com os demais, compartilhe tarefas e responsabilidades.

Uns fazem mais, outros fazem menos, e assim a vida segue. Não devemos fazer um cavalo de batalha, comparando um filho com outro, o marido com o cunhado e assim por diante.

Não devemos ficar medalhando os outros e tampouco devemos trabalhar com o foco em reconhecimento e a subida do pódio.

Estudos mostram que os medalhistas de bronze, normalmente estão mais felizes que os medalhistas de prata.

Aquele que ficou em terceiro, se superou, superou muitos competidores e conseguiu fazer parte de uma elite.

O competidor que ficou em segundo, compara apenas e excessivamente com aquele que ficou em primeiro, e isso o desanima, tira o brilho da própria conquista.

A vida real:

Na vida real, onde realizamos tarefas corriqueiras, e realizamos coisas importantes, mas que não viram filme ou livro, devemos fazer pela motivação que está dentro de cada um, sem esperar medalhas.

Quem trabalha em empresas com muitas pessoas, sabe que às vezes, punimos as pessoas pelas recompensas. Desmotivamos e consequentemente criamos um ambiente conflituoso, com baixa produtividade.

Isso foi brilhantemente abordado pelo professor Alfie Kohn(1993) no seu livro “Punished by rewards” – (Punido pelas recompensas). Diz o autor que não devemos, com os filhos, estimular as atividades com recompensas de curto prazo e obediência é danoso, e que devemos desenvolver pessoas responsáveis e cuidadosas.

Sem dúvida há lugar para medalhas, nas competições esportivas, e nas realizações de grande destaque social, mas devemos evitar trazer para o nosso cotidiano essa prática.

Devemos fazer as coisas com entusiasmo, porque tem significado para nós, porque nos completa e contribui para o nosso crescimento.

R.S. Beco

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Please be polite. We appreciate that.
Your email address will not be published and required fields are marked