Faça por você.

Ao ler a postagem de hoje de Gretchen Rubin, não pude resistir repetir seus comentários num assunto que eu mesmo já havia postado anteriormente.

Ela expõe o hábito ruim que temos de fazer muito pelos outros, esperando que gostem, que reconheçam e que agradeçam.

É muita expectativa.

Pode levar a muita frustração.

Pode parecer egoísta a recomendação, mas devemos cuidar de si próprio, fazer por si mesmo.

Ser honesto consigo mesmo, não tem nada de egoísmo.

Saiba o que quer e procure os seus próprios pedidos.

Um exemplo fantástico que Gretchen comenta, é sobre uma pessoa que contou que estava escrevendo um livro sobre seus ditados e pensamentos para sua pequena filha.

Ao fazer isso, ela estava criando uma expectativa, alimentada por muitos anos, até que o bebê cresça e possa decidir se vai ler o que foi escrito.

Essa expectativa pode se frustrar, na medida que a filha já adulta, não dê a mínima para o livro que foi escrito.

Mas por outro lado, se a mãe escrever o livro para si mesmo, o resultado é muito diferente.

O prazer de haver escrito, por si só já é uma realização.

Se ao final, a filha ler e apreciar, isso representa um bônus de realização.

Isso não quer dizer que devemos evitar pensar nos outros quando fazemos as coisas, mesmo porque algumas coisas são realmente dirigidas às outras pessoas – uma ajuda direta, um favor.

Qual a justificação que criamos quando fazemos alguma coisa?

Qual a história que contamos para nós mesmos?

Podemos estar incluindo os outros nessa história correndo o risco de nos frustrarmos.

Reflita sobre algumas coisas que você anda construindo para os outros.

Beco

3 Comentários

Liliane Pereira da Silva

about 6 anos ago

Pegadinhas da vida, em uma fase não muito boa, por acaso vi seu blog muito bom navegar por aqui…. de bom gosto, de sensibilidade a cada passo e a cada letra…foi um ombro amigo para mim hoje. Sejamos Felizes!!!!!

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PR

about 5 anos ago

Parabens pelo Blog! Achei muito bom esse texto. E me deixou com algumas duvidas... O Martin Seligman, no livro Florescer, fala que é importante ter um "Proposito" (um dos cinco temas do livro), que seria dedicar-se a uma causa maior que a si próprio. Na ótica dele, é importante fazermos algo que tenha importancia para os outros. Como encontrar um ponto de equilibrio entre esses dois pensamentos?

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Beco

about 5 anos ago

Prezado(a), Interessante questão, e nós ocidentais ficamos sempre lutando para equilibrar tantas coisas que estão nos opostos. Gretchen Rubin do Happiness Project, gosta de brincar com os paradoxos da felicidade. Os dias são longos, mas os anos são curtos. Não devo perder tempo para, no final, ter tempo para perder, não fazer nada. Acho que os orientais, tratam bem essa questão do equilíbrio dos opostos, ying e yang, preto e branco, longe e perto, rápido e devagar, muito e pouco, eu e nós. O caminho bom está no meio, no equilíbrio, e cada um vai encontrar o seu ponto. Nem tanto o mar e nem tanto a terra. Um tema que acredito ter abordado no blog, é a maneira com que os índios Sioux educam os filhos, segundo as quatro áreas do desenvolvimento, o chamado Círculo da Coragem. A primeira está na autonomia e na independência, focado para o desenvolvimento da capacidade de se virar sozinho. A segunda está na maestria, a capacidade de fazer, realizar, empreender. A terceira está no pertencimento, voltado para o relacionamento com as pessoas. O quarto está na generosidade, desenvolvimento o altruísmo e o desprendimento. Note que duas área são voltadas para dentro de si, e outras duas voltadas para fora de si. Sinto nessa abordagem, o equilíbrio entre olhar para si e para a sua individualidade e olhar para os outros e ser bom com eles. Espero que tenha jogado alguns ingredientes para sua reflexão. Fique bem, Beco

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