Expectativas de criança – dificuldades de adulto.

Temos às vezes uma vontade de voltar a ser criança e se livrar de tantos problemas que temos no nosso dia-a-dia.

Mas temos também que reconhecer que não temos mais os medos e receios de crianças, de ficarmos desamparados de repente ou sermos esquecidos no shopping-center.

Acho que é inevitável carregarmos algumas preocupações de criança, enquanto enfrentamos as dificuldades de adulto.

O medo de não sermos amados, não sermos reconhecidos, enfim, qualquer coisa que exija uma atenção enorme por parte dos outros.

Queremos atenção:

Queremos chamar atenção, e muita atenção, e isso não condiz com a realidade do adulto.

Ninguém tem tempo nem paciência para ficar paparicando um adulto, e seria um comportamento inaceitável.

Outra coisa de criança que costumamos carregar é a insegurança.

Os índios Sioux abordam muito bem essa questão quando educam os pequenos.

A questão da maestria e independência são dois dos quatro campos do desenvolvimento pleno, juntamente com a generosidade e pertencimento.

O jovem indiozinho é treinado desde pequeno a mostrar a sua capacidade de realização de forma independente, o que lhe confere a segurança que vai levar para o resto da vida.

Nós carregamos algumas expectativas na vida adulta que pode muito bem não se realizar, e isso não deve nos impedir de ser feliz.

A vida é cheia de altos e baixos. Ganhamos e perdemos, caímos, aprendemos e nos levantamos.

Resiliência:

É um ciclo de crescimento que nos torna resilientes, maduros e capazes.

Nesse processo de crescimento, cabe abandonar alguns medos e expectativas de criança.

Não digo perder o espírito jovial, mas sim abandonar algumas coisas que nos impedem de crescer.

Para crescer e se tornar um adulto saudável, é preciso deixar de ser criança – é isso.

A vida de adulto é diferente – nem pior nem melhor.

A vida de criança é divertida – mas a vida de adulto deve ser divertida.

Não devemos nunca perder a alegria de viver.                                                                                                                                 R.S. Beco

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