Eu quero a minha mãe.

Há momentos na nossa vida que queremos a nossa mãe.

Não é que não estamos dando conta do recado, mas um breve sentimento de desamparo pede um colo, uma palavra compreensiva.

Nos ensina o autor Alain de Botton que é o momento quando nos permitimos ser fracos, nos permitimos chorar. Queremos a ternura e a compreensão incondicional de mãe.

Nas palavras de Botton:

“ o fato de não existir uma mãe amorosa ou um pai cuidadoso que possa tornar tudo bom para nós não é motivo para negar quão fortemente desejamos que houvesse.”

E por mãe, comenta Botton, pode ser a nossa mãe que já partiu, pode ser Maria do Cristianismo, Isis no antigo Egito, Deméter na Grécia, Vênus em Roma ou Guan Yin na China – é na verdade a mãe de todos.

Quando era garoto, gostava de cantar uma canção que dizia:  ..às vezes me sinto como uma criança sem mãe…

Um leve sentimento de desamparo tem sua finalidade. Serve para descermos do pedestal. Serve perdermos a soberba a prepotência.

Impotência:

Temos que perceber e aceitar a nossa impotência frente à muita coisa na vida.

Quando digo um leve desamparo é porque não deve nos imobilizar, nos amedrontar ou desestimular a seguir lutando e vivendo.

Ao longo da vida, aprendemos que essa sensação é passageira e que essa circunstância vai mudar com o tempo.

Aprendemos também que podemos agir para ajudar a mitigar os efeitos, e que nem tudo é culpa da gente.

Outro aprendizado importante é que uma coisa ruim num segmento da vida não contamina e não deve contaminar tudo na nossa vida.

Se olharmos com atenção e honestidade vamos enxergar as opções, escolhas e decisões adequadas para seguir a nossa vida, bem consigo mesmo e feliz.

Beco

1 Comentário

Eliza Lima

about 6 anos ago

Lindo! Me vejo em suas palavras, meu amigo. Sabes o quanto valorizo o sentimento bom que tenho por minha mãe. Sentir o cheirinho dela, me faz acreditar na vida. Obrigada pela contribuição! Fique bem.

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