Eu quero a minha cota justa de problemas.

Às vezes acho que fui contemplado com mais problemas que os outros.

Mas já ouvi comentários de que eu não tenho tantos problemas assim.

Sei que não me foi dada uma carga que eu não consiga carregar.

Sei que também que me sentar e lamentar não vai fazer com que a carga fique mais leve.

Segredos:

Há sim alguns segredos para tornar a carga mais leve.

O primeiro segredo é acreditar na minha capacidade de passar por tudo isso – acreditar que quando tudo passar estarei  refeito, inteiro e fortalecido.

O segundo segredo é não acreditar que fui castigado por ter matado muitos passarinhos quando era criança – os problemas simplesmente estão aí – não discuta – procure resolver.

O terceiro segredo é acreditar que não estou só nessa empreitada – quando a coisa ficar mesmo feia, você terá a resposta, a iluminação, a ajuda.

Há quem se julgue tão abandonada, que costuma dizer que Deus não a esqueceu. Na verdade Ele estava de folga no dia que ela nasceu, e portanto, nem se dá conta da sua existência. Não é verdade.

Ninguém está só:

Ninguém foi privilegiado na distribuição dos problemas.

Dizem os budistas que se tivéssemos a chance de colocar os nossos problemas numa pilha junto com os problemas dos outros e no final tivéssemos a chance de escolher os problemas, escolheríamos justamente os nossos.

Nem é tanto porque estamos acostumados com os nossos, mas sim porque temos uma percepção totalmente equivocada que os outros não têm problemas.

A minha cota justa de problemas é exatamente esta.

Não quero os problemas dos outros nem quero passar os meus para outra pessoa.

Cada um tem a cruz que tem. Nem quero discutir que me deu esta.

O fato é que ela está aqui, vou carrega-la e aprendi a não reclamar.

Beco

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