Eu não sou tudo isso.

Não posso me esquecer disso todos os dias.

Não sei tudo, não sou o dono da verdade e nem tenho tanto poder assim.

Tenho que dar um basta à minha prepotência.

Tenho que parar com a mania de ter sempre algo a acrescentar, algo para opinar, simplesmente falar quando deveria me calar e ouvir.

Às vezes falo tanto, que ao final da conversa não consigo me lembrar de nada que o outro tenha falado – simplesmente não deixei qualquer espaço para ouvir qualquer coisa.

Aprender:

Um desperdício – afinal, tenho muito a aprender com os outros.

A comunicação não é falar – é falar e ouvir.

Tenho também que resistir à tentação de acreditar que eu sou tudo isso – não sou.

Sou uma pessoa comum.

Sou uma pessoa cheia de defeitos, empenhado em se livrar deles – um dia de cada vez.

Ajuda:

E essa jornada de aprendizagem, é um rosário de lições aprendidas com os outros.

Tenho um orgulho enorme dos meus amigos e dos meus familiares que me ajudaram a chegar até aqui.

Tenho um grande respeito e admiração pelos autores dos livros, artigos e palestras que me passaram tanto conhecimento, tanta experiência.

Uma alegria sem tamanho são as oportunidades repentinas de aprendizagem – uma benção.

Mas com tudo isso que aprendi, ainda assim, não sou tudo isso.

Se eu procuro passar adiante o que aprendi, não é porque sou o maioral, sou o espertinho – apenas tive a chance de experimentar esse ensinamento e acredito que é meu dever passar adiante.

Quero sempre admirar as pessoas pelo que sabem e pela experiência que acumulam.

Quero sempre acreditar que posso aprender mais, saber mais, melhorar a cada dia.

E não posso me esquecer, que para que isso aconteça, tenho que manter sempre longe a minha prepotência.

Beco

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