Eu estive aqui.

Eu estive aqui e deixei isto. Com a idade avançando, inevitável pensar no meu legado.

Não me refiro a minha herança patrimonial, que por sinal é zero, mas aquilo pelo qual serei lembrado com satisfação.

O que estou deixando para a posteridade? Que valores passei adiante para as próximas gerações?

Acredito que isso tem a ver com aquilo que aprendi e fui capaz de passar adiante – aquilo que ensinei.

Construção:

Também tem a ver com os tijolos que consegui colocar na construção, não dos meus bens, mas dos bens comunitários perenes.

O meu legado é exatamente aquilo que sinaliza que eu estive aqui, e isso pode ser representado por vestígios miúdos, mas que tenham significado para quem ficou.

Eu quero ser lembrado, não tenho a menor sombra de dúvida. Quero que meus filhos e netos tenham uma lembrança carinhosa das coisas que fizemos juntos e das lições que fomos capazes de aprender.

Desejo que meus amigos tenham uma boa lembrança dos momentos imperdíveis que compartilhamos.

O legado:

Não estou me despedindo, mas apenas refletindo sobre o meu legado.

O legado não tem tanto a ver com o que faço para melhorar a minha vida, mas o que fiz para melhorar a vida dos outros.

Uma boa lembrança pode ser perene e pode ser um legado. Uma coisa efêmera não será um legado, pois vai desaparecer rapidamente.

Faça a sua energia e felicidade transbordar e você estará próximo de deixar um legado. Pratique o altruísmo e generosidade e tem chance de deixar um legado.

Se junte aos outros para vencer os desafios e vai ser lembrado. Seja autêntico e se dê aos outros, de coração.

Comprometa um pouco do seu curto prazo em prol do longo prazo de mais pessoas.

R.S. Beco

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