Estou reclamando demais?

Faça esta pergunta a alguém de sua confiança.

Isso vai te dar uma noção se você está dando de vítima, se está com uma atitude negativa.

Está tudo errado.

Estão todos errados.

Nada dá certo.

Estão todos contra mim.

Estão querendo me matar de trabalhar.

Eu tenho que fazer tudo sozinho.

Porque eu?

Cadê o supervisor deste supermercado?

Não foi isso que me prometeram.

Esse comportamento de grande insatisfação pode acontecer com qualquer um.

Você deve se lembrar de uma conversa com uma amiga, onde poucos minutos foram o suficiente para ela desenrolar um rosário de reclamações de tudo e de todos.

Não adianta, faz parte da interação entre as pessoas – você reclama do marido, ela reclama do trabalho, ele reclama do vizinho.

Às vezes usamos a reclamação até para quebrar o gelo da conversa – você não imagina o que a babá me aprontou hoje!!

Dizem os especialistas que as mulheres fazem mais que os homens, e que é importante é atentar para o excesso, pois pode fazer mal à saúde e ao bem-estar.

Quando é que está demais?

Qual o malefício deste tipo de comportamento?

Diz Dr. Robin Kowalski da Universidade de Clemson que há dois tipos de reclamações: instrumental e expressiva.

Aquela instrumental aponta para alguma ação, correção ou atitude – a esposa reclama do marido sobre a arrumação da garagem que ele ficou de executar.

Expressiva é quando você liga para uma amiga para desabafar dos seus problemas pessoais – botar pra fora.

O uso excessivo desse último recurso traz a auto-estima para baixo, além de afastar as amigas, pois ninguém agüenta tanta reclamação.

Dizem que nos primórdios do homem, os indivíduos traziam as suas reclamações em altos brados para mobilizar a tribo na solução do problema – mas já se passaram milhões de anos.

Meus filhos já são adultos, mas acompanho com o ouvido um pouco longe as conversas de jovens senhoras numa reunião familiar. A reclamação sobre serviçais e pediatras é uma tônica comum – dizem os especialistas que isso cria uma noção de grupo (bounding), estamos no mesmo barco. Isso pode até ser instrumental – uma passa uma boa dica para outra sobre a casa, filhos, trabalho, relacionamentos,etc.

Mas a reclamona compulsiva raramente está aí para ouvir – ela só quer falar.

É bom sabem passamos do limite.

Beco

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