Estou indo muito rápido?

Devagar.

Não é só a paisagem que perdemos quando passamos pela vida correndo, mas todo o sentido da vida, a razão da nossa jornada, para onde estamos indo e porque estamos indo nessa direção.

Um movimento grande, que pode ser identificado em diversas facetas, prega levarmos a vida mais devagar, de maneira mais simples e assim, apreciarmos a vida plenamente.

Um dos movimentos relacionados a isso é do SLOW FOOD, que se iniciou na Itália e tem atuação também no Brasil.

Também no Brasil o movimento tem atuação:

Este movimento se contrapõe ao Fastfood, e prega a comida preparada com cuidado com vagar e apreciada, degustada, com a mesma consideração.

O movimento focaliza a volta das tradições culinárias regionais, a volta do interesse pela alimentação, dentro do conceito da ecogastronomia, que conjuga a alimentação com o prazer, a responsabilidade e a consciência da conexão do prato com o planeta.

O movimento do Devagar é abundante, e muita coisa podemos apreender das leituras de autores devotos do tema, dentre eles Carl Honoré que escreveu Slow – Devagar.

Diz ele, que o tédio é coisa da vida moderna. Estamos tão habituados aos estímulos artificiais e abundantes da vida moderna que quando tudo isso se interrompe, vem o tédio. Muita gente sofre da síndrome do final de semana, e para evitar isso, agenda mil compromissos, leva trabalho em casa, programa uma viagem com eventos mil.

Algumas dessas pessoas são incapazes de ficar em casa, em paz por alguns dias, só com a sua reflexão, com a sua leitura, com a sua intimidade, seu cachorro, sua família.

Sente falta de alguma coisa, que na verdade é a artificialidade da vida moderna.

Por esse motivo, o movimento do Devagar tem acolhido muitos adeptos em todos os cantos do mundo.

Diz Honoré, que temos o direito de estabelecer o nosso próprio ritmo.

Beco

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