Erros de outros não justifica os meus.

Não devemos utilizar os erros alheios para explicar os nossos próprios erros.

Às vezes repetimos o que está errado simplesmente porque os outros já estão procedendo dessa maneira.

Fazemos isso por preguiça, assim como os outros. Dá um pouco de trabalho fazer certo.

Muitas vezes agimos imitando os outros, como verdadeiros robôs, sem inteligência, sem reflexão, apenas para se conformar, agir conforme o grupo e ir com a corrente.

Erros dos outros:

Aqueles que gostam de apontar os erros dos outros, acabam enveredando pelo mesmo caminho, repetindo, com a desculpa de que não é o primeiro nem será o último.

Às vezes fazemos por vingança. O outro faz uma fofoca perversa de você e lhe vem a urgência de retribuir também com algum comentário público e maldoso. Um erro atrás do outro, e isso só traz prejuízos para a imagem de ambos, sem contar os malefícios para a saúde.

Gostamos de servir como exemplo, demonstrarmos virtuosidade de caráter, mas um pouco de displicência e leniência consigo mesmo, nos empurra para cometer mais um pequeno erro.

Para não entrar nesse círculo vicioso dos erros e mais erros, temos que despertar em nós mesmos a determinação e a força de vontade para fazer diferente. Temos que fazer melhor, fazer o que é certo.

O próprio erro:

Reconhecer o próprio erro, independentemente dos erros dos outros é o primeiro e grande passo.

Como escreveu o grande escritor Thomas Carlyle: “o maior erro de todos e não reconhecer os próprios erros”.

Quando nos comparamos com os outros, temos uma tendência de abandonar o nosso próprio caminho do crescimento. Nos esquecemos nas nossas virtudes, dos nossos desejos e dos nossos projetos.

A comparação também nos libera para ser tão errado quando a média dos indivíduos; na média, não estou tão errado assim.

Quem olha muito para os outros, perde o hábito de olhar para si próprio.

Cuidar de si próprio é o melhor que podemos fazer, e imitando os erros dos outros, estamos nos desprezando, trabalhando contra.

R.S. Beco

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