Encontrando um verdadeiro amigo.

A verdadeira amizade é uma planta que cresce lentamente, e é preciso passar por umas boas adversidades até ser chamada de tal. Temos que ter paciência para ver a verdadeira amizade crescer, nada de apressar, nada de recriminar, simplesmente deixe-a passar pelas provas do cotidiano.

Sabemos que o destino define os nossos relacionamentos em grande monta, mas apenas nós temos a responsabilidade de definir os verdadeiros amigos. Não escolhemos os pais, os filhos, e mesmo os nossos chefes e muitos dos nossos relacionamentos sejam familiares ou do trabalho, aparecem na nossa vida. No meio dessa rede de conexões, temos que ter a sabedoria para construir aquelas que irão perdurar por toda vida, nutridas, fortalecidas e desejadas de coração.

Amigo de verdade:

O verdadeiro amigo não procura o outro para solicitar, pedir, mas sim para oferecer, ajudar e apoiar incondicionalmente.

Nos relacionamentos, não ficamos esperando o outro dar a dica, nos mostramos, apresentamos a nossa proposta, pois sabemos que muitos podem se recolher na timidez, e precisam de algum estímulo.

Temos que nos sacrificar um pouco para facilitar os encontros. Hoje em dia, é difícil morarmos todos na mesma cidade, no mesmo bairro. Mas quando encontramos um amigo pra valer, temos que nutrir, cuidar, e não descuidar.

Por vezes ficamos de cara amarrada, nos ressentimos por alguma coisa. Há que se clarear, conversar, reatar, se esforçar.

Seja uma boa conversa, e sobretudo tenha os ouvidos generosos para ouvir e apoiar.

Tenha um ombro fraterno preparado para ajudar nas horas difíceis. Podemos ajudar, e quase sempre, somos nós que precisamos de ajuda.

Seja um leal confidente, esteja sempre do lado certo, e o lado certo é o lado do coração.

Seja verdadeiro e o seu amigo do peito sempre te encontrará na verdade, nas causas inadiáveis.

Aceite o seu amigo como ele é, e sempre terá a compreensão do outro lado.

Seja flexível sem ser permissível. Compreenda sempre o outro lado, calce os seus sapatos, se coloque no lugar e sinta os espinhos arranharem as suas próprias costas.

Admire, saboreie e esteja sempre ansioso pela sua companhia.

R.S. Beco

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