É fácil perder a perspectiva.

É muito fácil perder a perspectiva do problema que estamos tratando. De repente estamos olhando pelo ângulo errado, e podemos desenvolver uma imagem destorcida da realidade, das circunstâncias.

Perdemos parte da visão, e tudo transcorre como se eventos críticos ocorressem no ponto cego da nossa visão. Tal ponto existe, mesmo fora da situação de direção, carro e retrovisor.

Podemos ser influenciados para deixar de ver algo, ou dar importância exagerada a determinados fatos.

Controlando a raiva:

Um pouco de calor nas discussões, e facilmente somos arrebatados pela raiva, e deixamos de ver as vantagens ou perigos das circunstâncias.

Nos conflitos carregados de emoção, o nosso ser ancestral evoca a lei da sobrevivência. Aquilo que é uma escolha entre construir ou alugar um imóvel, acaba sendo uma questão de vida ou morte.

Gostamos de defender o nosso ponto de vista, e quando elevamos o nosso tom de voz, despertamos no nosso interlocutor os mecanismos de defesa que certamente atrapalharão a compreensão. Isso atrapalha o próprio transcorrer da discussão.

Uma voz mais ríspida funciona como um barulho no nosso cérebro reptiliano. Logo sentimos o calor subir à cabeça, e aí perdemos a perspectiva da situação, deixando a mente inventar desfechos bizarros e irreais.

Uma visão imparcial é sempre benvinda, e as pessoas emocionalmente envolvidas com a situação estão sempre sujeitas ao ponto cego de visão.

Quando estamos em grande dificuldade, podemos sempre recorrer a um profissional. Ele, por estar fora do problema, e ainda com conhecimento desenvolvido para ajudar a enxergar o quem estamos involuntariamente negligenciando, vai fazer a diferença.

Sei que é difícil perceber por si mesmo, que estamos perdendo algum aspecto importante na discussão, e uma boa recomendação é adiar a decisão por um dia. Assim deixamos o calor se dissipar, e mesmo sem qualquer ajuda, podemos atribuir pesos adequados a cada aspecto discutido.

Quando o problema tem forte envolvimento emocional, separação conjugal, problemas com os filhos e grave dificuldade financeira, podemos muito bem ficarmos confusos. Devemos ir com calma nas decisões cruciais. É bom ouvir outras pessoas, e evitar decidir de pronto e tomar medidas drásticas.

Uma breve pausa nas discussões, respiração compassada, meditação vai ajudar. Até um lanche pequeno pode contribuir bastante para o equilíbrio emocional.                                                                                                         R.S. Beco

1 Comentário

Denise Teresinha Resende Pessoa

about 5 anos ago

Rubens, bom dia! Já identifiquei em minha realidade que a noite os problemas tomam uma proporção maior, quando consigo, prefiro dormir, relaxar e deixar a decisão para a manhã seguinte e olha que o resultado é bem melhor! Também já experimentei escrever, escrever até esgotar o assunto que esteja me incomodando, descarregando junto com a escritas todas as emoções contidas na vivência, sejam elas boas ou ruins. Várias vezes ao terminar de escrever, quando vou ler o meu desabafo, consigo até rir e perceber o meu exagero, ou mesmo extrair algum elemento que no calor da emoção eu não tinha identificado. Obrigada por este momento de reflexão e que seu domingo seja bem feliz! abraço afetuoso, Denise

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