É bom.

A vida é boa nas mínimas coisas e não raro, perdemos essa perspectiva.

Os problemas são muitos eu sei, e a vida não é fácil para ninguém, mas temos que viver com alegria.

As crianças, naquela pureza de espírito, nos ensinam como se contentar plenamente com coisas muito simples.

Um lição que tenho desfrutado tem a ver com meu sobrinho de quase quatro anos de idade.

Ele gosta muito de apreciar as comidas, experimentar e ver que gosto tem.

Minha esposa, que não teve filhos, não consegue conter o ímpeto de levar guloseimas para os sobrinhos.

Saborear algo novo:

Ao experimentar algo novo, ele se compenetra no sabor vagando pelo palato, comprime as bochechas num movimento todo pitoresco e solta aquela frase curta, singela, mas abundante: é bom Dudu, é bom (Dudu é o apelido de minha esposa).

É bom, dito por aquele alegre menino, expressa a capacidade de apreciar aquele momento na sua plenitude, desapegado de tudo que possa incomodar ou distrair.

Nós adultos, nem sempre temos essa capacidade, pois estamos comendo pensando na hora da próxima reunião, os compromissos financeiros ou os conflitos de hoje de manhã.

Literalmente não conseguimos nos desligar para aproveitar o momento presente, aquele momento precioso que não volta nunca mais.

Se queremos ser felizes, temos que abdicar em cada momento, daqueles elementos que nos limitam de aproveitar o que ocorre agora, neste exato momento, sob pena de deixar a vida passar, ligeira, imperceptível e insignificante.

A vida é boa:

A vida é o que é, e há muito que aproveitar e usufruir.

A vida é boa em muitos aspectos, muito embora relutemos em aceitar.

Lutar para sobreviver e matar um leão por dia pode parecer um modo de vida, mas acredite, é um modo de morte, pois a vida sem prazer e sem tempo para apreciar o bom da vida é um total desperdício.                                                R.S. Beco

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta