Doe um pouco de si.

Quando falamos em doar, logo pensamos em algo material.

É claro que muita gente precisa mesmo é de algum conforto material, mas a nossa possibilidade ultrapassa o lado material.

Podemos fazer a diferença para muitas pessoas doando um pouco da nossa boa vontade, da nossa atenção.

Ninguém precisa ficar sabendo, e é possível que a outra pessoa sequer se dê conta – guarde para si essa doação.

Quando somos atenciosos com o caixa do supermercado estamos doando um pouco de si, o mesmo acontece tratamos com gentileza qualquer pessoa, do trabalho ou do convívio familiar.

Dizem que a nossa felicidade é muito evidenciada pela maneira como tratamos as pessoas estranhas, e quem sabe não damos um impulso simplesmente tratando bem todos que nos cercam, olhando nos olhos, ouvindo, e respondendo gentilmente.

A ressonância límbica que já comentei é um fenômeno muito interessante, uma capacidade ancestral que deve ser praticada – devemos passá-la para genes futuros.

Somos muito o que praticamos insistentemente, e se praticamos a doação desinteressada, isso acaba se incorporando aos nossos hábitos, ao nosso modo de ser.

Doar é uma fonte de felicidade, como apontam vários estudos, por exemplo o publicado no New York Sunday

Cita o artigo que estudos constataram níveis de felicidade superior para aqueles que doaram sangue.

Doar de si é ser atencioso com um estranho na rua, dando orientações sobre direção e localização, ou qualquer outro tipo de ajuda.

Qualquer trabalho voluntário e comunitário se enquadra nessa categoria de doação.

Segundo estudos conduzidos pela Universidade de Michigan citado no mesmo artigo, aponta que pessoas que doam são menos propensas à depressão.

Há sempre aquela discussão do ovo e da galinha, as pessoas felizes são mais propensas a doar ou as pessoas que doam são mais felizes?

Os estudos demonstraram que a doação e a caridade processam uma alteração na química cerebral e reduz o hormônio do estresse.

Outra questão sobre a doação e a felicidade, é se doamos para ter o prazer de ouvir – obrigado – ou podemos doar e ter o mesmo prazer mesmo sem o – obrigado.

Nesse sentido a Universidade de Duke conduziu um estudo com idosos num experimento de massagear bebês, que não poderiam retribuir com o – obrigado.

O fato é que alterações hormonais e níveis de epinefrina e norepinefrina no cérebro, bem como redução do cortisol foram detectados nos idosos após ministrarem a massagem.

O blog DailyGood divulgou um estudo longo que começou em 1920 em Okland-California, sobre a correlação entre doação e felicidade, o artigo foi escrito por Jill Neimark, autor do livro Why Good Things Happen to Good People? – Porque coisas boas acontecem com pessoas boas?

A notícia interessante é que o comportamento de doação, apresenta benefícios mesmo passados 50 anos dos eventos, conforme o estudo constatou.

Vale à pena praticar.

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