Dinheiro não traz felicidade.

Se o dinheiro trouxesse felicidade, os ricos seriam todos felizes.

Sabemos também que a felicidade pode ser atingida por ricos e pobres.

Não devemos colocar o dinheiro como primeira prioridade na nossa busca pessoal, pois esta é a armadilha número um para ficar para sempre aprisionado na esteira hedônica.

Dinheiro pode ajudar a mecânica do dia-a-dia, trazer mais conforto, abrandar uma necessidade orgânica, mas por si só não traz felicidade. Dinheiro pode tornar sua vida mais fácil, mas chega a um ponto onde mais ou menos dinheiro não faz a mínima diferença sequer para o seu conforto pessoal.

Quando nos acostumamos a olhar só o cifrão – $$$ – entramos num circulo vicioso, ou numa corrida, na qual nos comparamos com os outros que igualmente encaram a vida como uma corrida de cavalos.

Um artigo antigo da Newsweek aborda bem essa discussão.

Segundo o autor do artigo, essa questão se o dinheiro traz ou não a felicidade, não tem uma resposta segura.

A Newsweek apresenta o resultado de pesquisas do nível de felicidade em países e grupos sociais com alguns números curiosos.

Os multimilionários americanos apresentam o nível de 5,8 (na escala de 1 a 7), ao passo que o povo de Calcuta apresenta 2,9, o que pode indicar que dinheiro traz felicidade.

Por outro lado, outros grupos diversos dos aquinhoados americanos também apresentam o mesmo índice 5,8, são eles os Inuit que vivem debaixo de gelo no nordeste da Groelândia e os nômades Masai do Kenya, que vivem sem eletricidade ou água encanada potável.

Um ponto interessante do artigo é sobre o dinheiro e escolha.

Quando olhamos os povos desenvolvidos, percebemos que os indivíduos parecem mais felizes, pois podem escolher entre as inúmeras opções do que fazer com o dinheiro.

Porém, os resultados mostram que povos com quase nenhuma escolha também apresentam índices elevados de felicidade.

De tudo que já apresentamos nesse blog, sabemos o quanto podemos complicar a nossa busca pela felicidade.

Segundo os especialistas Seligman e Diener, a atitude materialista por si só já exerce uma influência negativa no bem-estar e na felicidade.

O dinheiro pode facilmente nos escravizar.

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