Detesto e quero mais.

Porque insistimos em manter situações que detestamos.

Detestamos o trabalho e continuamos nele.

Detestamos a relação conjugal e continuamos nela.

Detestamos o amigo e ligamos para ele seguidamente.

Dra. Susan Jeffers:

A Dra. Susan Jeffers nos dá uma explicação e recomenda um exercício valioso.

Inconscientemente ponderamos sobre vantagens ocultas que nos impedem de tomar a decisão de abandonar a situação.

Recomenda Susan que relacionemos tais vantagens.

Liste todas as vantagens para você permanecer nessa situação.

Liste todas as consequências indesejáveis e desejáveis para você abandonar a situação.

Caso você chegue à conclusão de que há razões de sobra para você permanecer assim, encare isso com honestidade e aceite mais a vida que tem.

Muita gente não gosta do trabalho e permanece nele, simplesmente porque seria uma catástrofe financeira abandoná-lo.

Não quero dizer que se fazer de capacho e assumir a infelicidade seja uma condição humana, mas empregos não estão por aí dando sopa. Temos que encarar a realidade e sermos honestos consigo mesmo.

Não se faça de vítima:

Trabalho pesado e cara feia todo mundo tem que aguentar de uma maneira ou de outra.

O que ganho com esse exercício?

Ganho mais consciência da minha condição, e entendo claramente o que estou renunciando e o que estou ganhando por permanecer nesse atoleiro.

Ganho também a autonomia para perceber que a escolha de permanecer é exclusivamente minha.

Ficar atolado, sem qualquer reflexão, se fazendo de vítima pode ser mais fácil, mas o pacto com a infelicidade está selado.

Escolha ser feliz, a despeito da penúria que está enfrentando.

Susan nos lembra sempre, de pedir ajuda a um amigo íntimo, caso você não seja capaz de identificar as vantagens e desvantagens.

Muitas vezes, a proximidade com a condição nos tira o discernimento, e uma ajuda amiga vem sempre a calhar.

Beco

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