Desvendando alguns mitos sobre a felicidade

Desvendando alguns mitos sobre a felicidade

Percebemos muitos mitos sobre a felicidade. Todos nós queremos ser um pouco mais felizes, e sabemos o quanto erramos quando mexemos os pauzinhos. Fazemos isso mudando alguma coisa na vida ou perseguindo alguma coisa que queremos muito.

Mas há muitos mitos sobre a felicidade.

Muitos deles já abordamos em postagens anteriores.

Vou apenas resumir alguns deles.

Mito 1

A felicidade acontece num tempo definido.

Não existe uma régua do tempo onde podemos apontar os períodos e datas onde seremos felizes. Não acontece quando entramos na universidade, quando iniciamos a carreira profissional bem remunerada, quando amadurecemos, ou na aposentadoria.

Mito 2

A felicidade está associada a eventos.

Não estaremos mais felizes se ganharmos uma bolada em dinheiro, aliás, os estudos científicos demonstram que a euforia passa muito rápido. A felicidade não vem associada a eventos.

Mito 3

A felicidade está associada a coisas.

Não serei mais feliz ao adquirir um carro novo. Todos nós sabemos quão pouco perdura o cheiro do carro novo, assim como o nosso entusiasmo por ele.

Mito 4

Dependo das coisas externas e de outras pessoas para ser feliz. Na verdade, dependemos mais da nossa disposição e da própria  atitude de ser feliz para que tudo aconteça. Aí cabe uma observação: a felicidade não é um trabalho unicamente mental, é preciso suar a camisa para chegar lá.

Mito 5

Lutar fervorosamente contra as coisas ruins da vida conduz à felicidade.

Não é lutar contra, mas desenvolver a capacidade de ser feliz a despeito das adversidades, aprender com as dificuldades e obstáculos e desenvolver a resiliência.

Mito 6

Não é possível aprender a ser feliz.

Sim, é possível aprender a ser feliz, desenvolver mecanismos próprios e comportamentos que conduzem à felicidade.

Gretchen Rubin, autora conhecida, coloca muito bem uma lista de 10 mitos sobre a felicidade, dos quais escolhi um que acho fantástico.

Mito: Extravasar a raiva alivia.

Ela comenta que colocar a raiva para fora, na verdade a acentua e amplifica a própria raiva.

Comenta o filósofo e psicólogo William James, que o sentimento acompanha a ação, em assim sendo, a ação de agressividade, tal como socar o travesseiro é acompanhado de um sentimento de agressão.

Estudos mais recentes mostram ainda, que gestos de candura, mesmo que induzidos e deliberados, estimulam um estado de espírito mais sereno e calmo.

Gretchen recomenda que ao invés de extravasar o mau humor, devemos ter uma autodisciplina de buscar mecanismos de distração.

Rubens Sakay (Beco)

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