Desaprendendo sobre diferenças.

Estamos sempre aprendendo e desaprendendo sobre diferenças. Quando crianças, não sabíamos como distinguir as pessoas de acordo com seu nível social, cor ou qualquer outra discriminação de ordem econômica. Com o tempo, aprendemos a fazer isso e ativamos o preconceito, a segregação e tantos outros males.  Temos que desaprender a procurar diferenças.

Somos pessoas comuns, iguais, vivendo a mesma experiência neste lugar. O fato de enfrentarmos circunstâncias diferentes seja no nascimento ou no curso da vida, não nos faz indivíduos privilegiados ou desgraçados.

As diferenças que notamos não devem representar qualquer limitação para nos relacionarmos plenamente com qualquer um que seja. Temos que desligar o mecanismo mental de procurar diferenças, como se quiséssemos entrar no íntimo de sua conta corrente ou do seu guarda roupas.

Diferenças e preconceitos:

Tantos preconceitos e conflitos são ativados simplesmente porque admitimos que as mínimas diferenças nos fazem seres superiores. Nos colocamos como privilegiados, beneficiados por alguma ordem superior.

O julgamento é um sinal de prepotência e sempre nos empurra para uma posição instável de onde podemos cair a qualquer momento.

É uma situação de conflito, pois nos coloca na posição nós contra eles, ou eu contra o outro.

Isso nos afasta dos relacionamentos saudáveis e consequentemente da felicidade.

Quando desligamos o nosso modo de julgamento, enxergamos com mais clareza as situações. Percebemos assim a beleza nas outras pessoas.

A energia negativa que utilizamos no julgamento, nos deixa esgotados. Perdemos a alegria de viver e conviver com os outros. Tudo fica ruim, pois acabamos de rebaixar a nossa vida, nossos relacionamentos e as circunstâncias que vivemos.

Pegamos pesado em tudo que nos acontece, e levamos tudo para o lado pessoal, e não é à toa que nos sentimos sobrecarregados.

Quando adotamos a busca de diferenças e o julgamento como um modo de vida, fazemos isso com tanta naturalidade que é difícil mudar. Nem bem nos encontramos com alguém e já estamos julgando, a roupa, a tom de voz, as opiniões. Assim não vamos aproveitar o que cada pessoa tem de melhor.

Saiba que cada pessoa está fazendo o seu melhor, assim como você, e o busca imediata por diferenças nos distancia uns dos outros.

Não julgue, não procure diferenças e usufrua melhor das companhias e das amizades.

R.S. Beco

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta