Desafiar a submissão.

Tenho que me rebelar à submissão. Quero ser autônomo, autêntico e consciente das ações e iniciativas que tomam o meu tempo.

A submissão significa alienação, e não quero ser um robô controlado pelos outros.

A realidade cotidiana é um mar de alienação. Assistimos às novelas, utilizamos os objetos, falamos na mesma terminologia e inevitavelmente acabamos querendo e comprando aquilo que nos alienam para comprar.

Autonomia:

Seguimos em piloto automático como se a vida fosse isso mesmo, um autômato sem qualquer autonomia.

Fazemos isso também com os nossos relacionamentos mais corriqueiros. Seguimos a opinião das amigas, abandonamos qualquer resquício de livre arbítrio para fazer o que está na moda, aquilo que pega bem, o que nos faz bonitos na fotografia.

Tenho que me rebelar. Tenho que ser capaz de resistir às forças da conformação, me encaixar na forma, no padrão, sem sequer questionar se isso faz sentido para mim. Afinal, dá sentido à minha vida?

O que gosto é importante. O que realmente quero é importante. Quero a minha individualidade e autenticidade.

Viver consciente:

O viver consciente é condição fundamental para ser feliz.

Não seremos realizados com o carro do ano, a bolsa da moda, e a viagem para a Capadócia.

Seremos felizes realmente se dermos voz e ação ao nosso espírito interior, aquilo que você faz e te dá orgulho por si só, sem ter que contar a ninguém. Aquilo que aprendemos, nos corrigimos e que dá uma satisfação enorme só de olhar no espelho e ver que nos tornamos uma pessoa melhor.

Estamos deixando algum legado, diferente daquilo que pode ser precificado, um apartamento ou uma poupança polpuda?

Somos capazes de passar adiante algo que não será corroído pelo tempo ou pela inflação.

Acho que a autenticidade é isso, ser eu mesmo, na minha melhor versão, sem controle remoto e sem submissão.

Quero ser eu mesmo, capaz de melhorar passo a passo, um dia de cada vez.

R.S. Beco

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