Decida, e fique feliz com a sua decisão.

Você já ficou insegura depois de uma decisão tomada?

Acho que tomei uma decisão errada.

Acho que fiz uma péssima escolha.

Acho que não deveria ter feito isso.

Acho que não deveria ter mudado de emprego.

Acho que escolhi a profissão errada.

Acho que me casei com a pessoa errada.

Deveria ter comprado a outra bolsa.

Deveria ter vindo com outra roupa.

Deveria ter ido para o outro restaurante.

Deveria ter escolhido outro filme para assistir.

Mesmo com tantos questionamentos sobre as decisões tomadas, percebemos também que um caminho diferente poderia ter levado ao mesmo destino.

Ou que uma escolha diferente não teria feito muita diferença na nossa vida, e assim é.

As escolhas, as decisões e as alternativas normalmente são encaradas com mais serenidade quando olhadas com um distanciamento no tempo.

E sobre a felicidade, aponta o Prêmio Nobel, Daniel Kahneman, que estudou profundamente essa questão, que o homem não consegue prever com precisão aquilo que vai fazê-lo feliz, e por isso é bom não elucubrarmos muito sobre as decisões mais simples.

Siga a sua intuição, siga o bom senso, siga a sua consciência e sobretudo, tenha confiança na sua capacidade de decidir.

Pode não ser uma correlação direta, mas as pessoas mais confiantes são mais felizes. Tais pessoas, uma vez decididas pelo caminho a seguir, ficam firmes, aproveitam a jornada, a paisagem, ao invés de ficar imaginando o que teria sido o outro caminho, a outra escolha.

Isso é possível praticar e exercitar. Fique firme com as decisões que tomou, sem ficar olhando muito para trás, como se buscando explicações para alguma coisa que não saiu exatamente como esperava.

Se você já tem os elementos suficientes para sua decisão, decida. Vale para escolher o prato no restaurante, decidir qual vinho comprar no supermercado ou a peça de roupa que vai usar no jantar. Ao tomar a decisão, assuma que tomou a melhor decisão e pare de ficar revendo na cabeça as alternativas e escolhas que não fez

Não demore o tempo todo para decidir. Se as informações suficientes já foram conseguidas, analise e decida. Quando o prato escolhido chegar, saboreie sempre como se fosse a melhor escolha possível hoje.

Após a compra de um carro novo, passe uns bons anos usufruindo, gostando, sem botar defeitos e sem comparar com o outro modelo que você deixou pra trás.

Isso tem que funcionar.

Também vale para o relacionamento amoroso.

Já comentei sobre uma dica de idolatrar a pessoa amada numa postagem anterior.

Nenhuma decisão é totalmente segura e garantida, livre de dor e de sofrimento.

Ficamos muito inseguros em decisões muito críticas – carreira, profissão, mudanças de localidade, relacionamentos, filhos – é normal.

Alguns resultados são imprevisíveis, e podemos não ter grande controle sobre isso, mas ainda assim temos a capacidade de decidir em como reagir a tais resultados e situações.

Beco

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