Contar vantagens desperta pelo menos 2 sentimentos perversos

Contar vantagens desperta pelo menos 2 sentimentos perversos

Normalmente quando contamos vantagens é porque queremos olhar as pessoas com ar de superioridade.

Queremos nos colocar por cima, e fazemos uso de comentários vazios, arrogantes que provocam um mal-estar e realmente deixam os outros reduzidos. Prejudicam muito os relacionamentos e deixam um rastro de arrogância e prepotência.

É como se jogássemos ovos na própria vidraça, sujando a nossa própria imagem ao contar vantagens.

Quem conta vantagem é porque está se comparando constantemente com os outros, o que por si só já é um obstáculo à felicidade como tenho comentado em minhas postagens.

Parece um contrassenso, mas quando contamos vantagens, nos sentimos diminuídos. Que trabalho inútil – quanto mais contamos vantagem, no fundo, menor nos sentimos.

Complexo de inferioridade:

É preciso trabalhar esse complexo de inferioridade – levantar a autoestima.

Quem olha para os outros como quem está numa escada só tem dois tipos de sentimentos – desprezo para aqueles que estão abaixo e inveja por aqueles que estão acima – isso acaba representando um dano pessoal, especialmente para a saúde.

Se comparar constantemente com os outros e contar vantagem é certamente uma receita para a infelicidade. O exibicionismo é também um defeito de caráter intimamente ligado ao contar vantagem.

Às vezes estamos lutando para aceitar alguma deficiência pessoal, algum complexo, e inconscientemente passamos a nos valer do exibicionismo, do contar vantagem, o que no final acaba trabalhando contra o nosso próprio objetivo de melhorar a nossa autoestima.

Aqueles que contam muita vantagem, não enfrentam seus problemas e suas deficiências, escondendo-os de si próprio.

Aquele que aceita e encara de frente os próprios defeitos está mais perto de corrigi-los. E com isso se tornar uma pessoa melhor. Quando nos tornamos uma versão melhor de nós mesmos, beneficiamos todos com quem nos relacionamos, mas o maior beneficiado somos nós mesmos. Adoecemos menos, progredimos profissionalmente, nos cercamos de amigos, e de quebra, envelhecemos menos.

Rubens Sakay (Beco)

2 Comentários

Evandro J. Oliveira

about 1 ano ago

Não tenho o hábito de contar vantagem, nunca o tive. Acho nojento e ridículo, mas parece que atraio esse tipo de pessoa, sempre aparece um para me aborrecer, e geralmente consegue.

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Rubens Sakay

about 1 ano ago

Evandro, realmente é feio e não acrescenta nada, nem a quem conta, nem a quem ouve. Um abraço!

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