Como comprar a felicidade.

Será que faz sentido tal questão?

Dinheiro não traz felicidade, mas comenta Gretchen Rubin que vale a pena gastar o seu dinheiro inteligentemente para te trazer mais bem estar.

Gaste um pouco mais para se alimentar adequadamente.

Faça exercícios regularmente – academia de ginástica é bom.

Conheça pessoas interessantes – saia para passear.

Despenda para encontrar pessoas queridas.

Faça viagens de entretenimento.

Uma viagem inesquecível com a família te traz mais bem estar duradouro que a troca do carro, muitas vezes sem a menor necessidade.

Quando gastamos numa experiência, é como se estivéssemos comprando uma memória de momentos felizes, o que pode durar indefinidamente, ao passo que o cheiro do carro novo passa tão rápido quando o nosso entusiasmo por ele.

Como aponta o Prof. Ryan Howell da Universidade de San Francisco que estuda o assunto, as pessoas se sentem entediadas com as aquisições materiais, o que não acontece com as lembranças agradáveis. 

Dizem os estudiosos que devemos gastar mais em fazer coisas do que juntar coisas.

Os experimentos acadêmicos concluíram também que devemos gastar mais com os outros, numa experiência verdadeiramente altruísta.

Há outra questão interessante que diz que não devemos misturar dinheiro com felicidade, e que só a menção do dinheiro torna a experiência menos positiva do que a mesma experiência sem a menção do dinheiro.

O artigo na Scientific American explora justamente os resultados dos experimentos que dizem que o dinheiro contamina a experiência positiva.

 Acredito nos resultados dos experimentos, mas acredito que na vida cotidiana, não conseguimos muito bem descontaminar as nossas experiências do efeito do dinheiro. Aliás, não conseguimos nem atinar para essa questão.

Acho que o equilíbrio está em reduzir a pressão do consumo, uma vez atendidas as necessidades primárias, e a partir daí, investir mais em experiências e menos em aquisição de bens materiais, especialmente os supérfluos, que são muitos.

Beco

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