Cientista mostra que mentir é mais desgastante até fisicamente do que ser verdadeiro

Cientista mostra que mentir é mais desgastante até fisicamente do que ser verdadeiro

Mentir para os outros causa um dano nos relacionamentos, mas mentir para si mesmo traz danos à própria saúde.

Parece que o mundo vive um ambiente de pouca sinceridade, relacionamentos muito superficiais, mas temos que fazer um esforço para mudar, pelo menos no que está no nosso alcance.

Pare de fingir que sente quando não sente.

Pare de dizer que quer quando não quer.

A atitude de fingir causa mais desgaste emocional e físico do que ser honesto e verdadeiro.

Fingir e mentir pode acumular toxinas na sua alma.

Abra o seu coração:

O livro- Abra o Seu Coração – de James W. Pennebaker – descreve o quanto somos infelizes quando fingimos e mentimos, pois temos que fazer esse diálogo desonesto para nós mesmos.

O Prof. Pennebaker da Universidade do Texas estudou o que acontece com as pessoas quando mentem ou quando contam a verdade, utilizando os recursos eletrônicos de detecção de sinais físicos.

O estudo das narrativas e o impacto na saúde das pessoas lhe renderam quase uma dezena de livros, centenas de artigos e vários prêmios científicos.

Mentimos quando omitimos. Às vezes queremos nos proteger com mentiras, outras vezes tentamos impressionar as pessoas.

Atitude:

É uma questão de atitude. Temos que decidir como vamos nos comportar e arcar com as consequências.

O comportamento desonesto te impõe uma imagem e um rótulo, você pode não ver, pois está na sua testa, mas todos estão enxergando e comentando.

E mais, o relacionamento é totalmente afetado pela atitude desonesta e mentirosa.

No fundo você está pregando uma peça em si mesmo.

A gente acaba se relacionando com pessoas do mesmo estilo de comportamento. Fique mentindo e fingindo e você vai ficar rodeado de pessoas do mesmo tipo.

Mentimos e fingimos também na tentativa de afastar o sofrimento, a calúnia, a vergonha ou outro tipo de desconforto.

Também quando manipulamos para algum interesse em particular.

Queremos encobrir alguma deficiência de caráter, ou enfatizar uma virtude que não temos.

Mentimos sobre o que não temos.

Colocamos azeitona na nossa empada, e muitas vezes a azeitona é de outros.

Às vezes fingimos e mentimos para tentar proteger alguém, que julgamos frágil e despreparada para a vida, o que é um sinal de prepotência.

Ao contrário, quando falamos a verdade, terminamos perseguimos aquelas virtudes que do contrário teríamos falseado.

A mentira nos mantém no estado de falsidade e com isso nos impede de desenvolver as virtudes pois queremos convencer os outros e a nós mesmos que já as temos.

Toda vez que fingimos e mentimos deixamos de tentar se livrar de algum defeito de caráter que temos, e a máscara acaba se consolidando.

O estresse para manter o fingimento e a mentira é maior do que o esforço para ser verdadeiro, assim demonstrou o Prof Pennebaker.

As pessoas vão parar de perguntar a sua opinião, pois sabe que contará uma mentira.

Mas um bom sinal, é que quando você consegue se lembrar das mentiras que contou,é porque são poucas, e você está evoluindo, se tornando mais verdadeiro.

E uma recomendação adicional que já postei aqui: aceite a verdade.

Quem não aguenta a verdade, vai ter sempre a mentira.

 Rubens Sakay (Beco)

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta