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O perdão e a vingança

O perdão e a vingança

A natureza nos equipou com ambas as capacidades, perdoar e revidar, ou se vingar. Porque será que a nossa mente se entretem mais com a vingança do que com o perdão? Porque é tão difícil praticar uma coisa ao passo que nos parece tão natural pensar na outra?

O nosso processo evolutivo nos moldou para nos proteger na exploração uns pelos outros, e por esse motivo, sempre pensamos em dar o troco. E por mais ilógico que seja ficar ruminando na vingança, isso é o que mais ocupa a nossa mente.

Nos parece que o mais eficiente mecanismo de solução de conflitos passa pela retaliação.

E o mais interessante é que a retaliação vem uma forma desproporcional à ofensa recebida. Uma fechada não intencional no trânsito nos parece justificar uma agressão física sem proporções.

Pensamentos vingativos

Pensamentos vingativos

Tire os pensamentos vingativos da cabeça, pois são toxinas que contaminam tudo que encontra pela frente.

Quando estamos insuportavelmente contrariados, ficamos pensando em mil maneiras de se vingar, fazer alguma maldade para a outra pessoa.

A verdade é que enquanto não tomamos nenhuma providência, e isso ocorre na maioria das vezes, ficamos com os pensamentos negativos martelando na nossa cabeça, provocando um estrago enorme na nossa saúde.

Toda vez que você se lembra do evento que te magoou, o pensamento circular e negativo retoma do ponto anterior, num rosário interminável de rancor e ressentimento.

Deixe por menos.

Dê um desconto naquilo que acontece de errado no seu cotidiano, especialmente quando envolve outras pessoas. Não se deixe impactar exageradamente pelos atos de outras pessoas.

Sabemos que as pessoas podem se exceder nas reações, e nós mesmos já fizemos isso incansáveis vezes.

Dê um desconto, deixe por menos, deixe passar e siga adiante.

Não vale a pena computar tudo que acontece na sua vida, como uma conta corrente de descontos e depósitos.

Jogando fora o que não me serve.

Tenho que me livrar da prepotência e de tudo que não me serve.

O que não me serve, certamente está me atrapalhando, e vejo hoje o quanto é difícil abandonar velhos hábitos.

Não quero ter só a preocupação de abandonar, mas também de não pegar de volta. Tenho que manter uma distância adequada e resistir à tentação de pegar novamente.

Não gosto de me mostrar o dono da verdade, o sabichão, mas com frequência me vejo representando esse papel.

A primeira coisa que me vem na mente.

Quando estou com raiva, a primeira coisa que me vem à mente é logo rebater, revidar.

Tenho que entender que isso é natural e não devo me recriminar, mas devo me controlar, contar até dez e permitir que a serenidade e a calma venham logo para me ajudar.

Tenho que desarmar a bomba que há dentro de mim, e assim não preciso me preocupar se ela vai ou não explodir.

Corpo e mente são inseparáveis, e a raiva e o estresse cobram um pedágio enorme na nossa saúde física.

Ninguém nasceu para odiar.

Quando somos dominados pelo ódio, nos sentimos mal, pesados e nos afastamos das pessoas.

Como é que caímos nessa armadilha?

Não aceitamos as pessoas, as situações e os resultados.

Julgamos incessantemente as pessoas e seus atos.

Culpamos todos por tudo que acontece de errado.

Não perdoamos as mínimas coisas.

O poder que os outros têm de te ferir.

Isso é algo que você pode controlar.

Quando somos escravos da raiva e do ressentimento, somos muito mais vulneráveis às ofensas.

É muito comum pensarmos em revide, vingança, dar o troco, e tudo isso é ingrediente que alimenta a ferida.

Deixe a ferida se fechar rapidamente, utilizando o medicamento infalível para essa situação, o perdão.

Algumas pessoas são muito doídas, e se sentem machucadas por pouca coisa – na mesma proporção, têm dificuldade de perdoar as mínimas ofensas.

Quando deixamos passar, o evento perde o poder de dominar a nossa mente. A pessoa que provocou o evento perde o poder de nos ferir.

É claro que existem situações de muita violência, atos criminosos e abuso físico, e os traumas recorrentes podem requerer ajuda profissional, mas no cotidiano, as receitas caseiras podem funcionar muito bem.

Não alimente os pensamentos negativos te dominarem e afaste o círculo vicioso – raiva – ressentimento – desejo de vingança – revide.

Dê menos atenção.

Até que ponto isso é importante?

Estou mesmo ferido, ou é apenas um arranhão insignificante.

Devemos seguir adiante, reconstruir a confiança e os relacionamentos, pois nos sentimos feridos até pelas pessoas que mais amamos.

Cabe a nós permitir que isso se transforme num cavalo de batalha, e atormente a nossa vida por completo, ou seja apenas um vento mais forte que quebra alguns galhos, derruba alguns frutos, mas vai embora ao final do dia.

Beco