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O auge da felicidade é na velhice, diz estudo

O auge da felicidade é na velhice, diz estudo

Não fique velho antes do tempo, até porque há uma pesquisa, sobre a qual vou comentar a frente neste artigo que mostra que o auge da felicidade ocorre na velhice. Tenha como modelo um idoso sábio e não um velho acabado para não estragar esta fase.

Fácil dizer – difícil fazer.

Algumas coisas eu já aprendi,  e uso com reflexão valiosa a Prece do Comodoro que recebi há tempos e que já mencionei neste blog.

Quer ser sempre jovem? Aja de maneira jovial

Quer ser sempre jovem? Aja de maneira jovial

Queremos parecer sempre jovens, não tenho a menor dúvida.

Mas agimos nesse sentido? Merecemos parecer jovens? Fazemos o dever de casa?

Você acorda de manhã se sentindo jovial?

Você prepara o seu café da manhã com um sorriso nos lábios?

Você vai ao trabalho assoviando uma canção qualquer?

Você mantém um espírito alegre por todo o dia?

Não somos o que fomos.

Não sou mais aquele garoto que fui um dia.

Hoje, ao completar sessenta anos me dou conta da pessoa que me tornei.

Ainda conservo muito daquilo que fui um dia, um garoto alegre, falaz e divertido.

Mas reconheço que mudei.

Aquilo que tenho de bom, tento conservar.

Faça do tempo seu amigo.

Não lute com o tempo. Saiba que ele segue o seu caminho, impassível e irredutível.

A melhor atitude é fazer dele o seu amigo.

Caminhe com ele.

Permita que ele te ajude quando tudo que você quer é que ele ande rápido ou lento.

Deixe que ele tome conta da situação quando você sente que sua vida pode se desgraçar em um segundo.

Faça bons amigos.

Quantos amigos íntimos você tem?

É muito comum se dizer que amigos são poucos.

Também se diz que os amigos de verdade se contam nos dedos de uma única mão.

Os bons amigos são tão bons, que às vezes desejamos ter mais nomes nessa lista.

Fazer amigos parece algo para o qual já nascemos prontos, somos seres sociais afinal das contas.

Interessante como algumas amizades duram intensamente por anos e depois somem sem que nem por que.

Mais interessantes são as amizades que duram a vida toda, mesmo estando distantes. Quando se encontra, é como se a distância nunca tivesse qualquer significado.

Fazer bons amigos requer dedicação.

Preservar boas amizades requer outro quilo de dedicação.

Primeiro de tudo é preciso valorizar as boas amizades, do contrário, elas irão desaparecer, se dissolver.

De qualquer modo, é importante saber como elas desaparecem.

Discussões, inveja, fofocas, arrogância, prepotência e outras causas venenosas estão sempre na arena das amizades destruídas.

Sem querer coisificar a amizade, acho que devemos encarar bem como um investimento.

Se imagine, idoso, sem ter com quem falar das suas coisas.

O que seria de nós se ninguém se importasse conosco, sequer para ligar e contar uma novidade alvissareira.

Digo encarar como um investimento que requer o olho do investidor constantemente.

Não dê como certo as amizades que tem. É preciso cuidar.

O que você quer da amizade?

O que você tem a oferecer na amizade?

Desenvolva as amizades pensando sempre nos dois lados. A amizade que só tem um lado, tem grande chance de ser puramente interesseira.

Quando você for o alvo do interesse, fuja.

Quando você for o sujeito do interesse, não force a barra.

Dizem que as boas amizades dão trabalho.

Aquela amizade de praia, desinteressada, descompromissada, é também desqualificada. Não se pode contar.

A boa amizade é longa e repleta de histórias que podemos recontar por anos e anos.

Uma boa coisa é procurar integrar os amigos, novos e velhos.

É bom poder convidar vários para um mesmo evento, e tê-los todos à vontade.

As pessoas são diferentes. Devemos respeitar as diferenças, enquanto celebramos as convergências.

Beco

Não antecipe a sua velhice.

Não fique velho antes do tempo. Busque um modelo mais para um idoso sábio do que um velho acabado.

Fácil dizer – difícil fazer.

Algumas coisas eu já aprendi, por exemplo a reflexão valiosa que recebi e publiquei na Prece do Comodoro.

Algumas coisas vêm com a idade.

Ficamos mais lentos, e o próprio organismo fica mais lento.

Reagimos com menos precipitação e agimos com mais vagar, e isso vem com a sabedoria da idade.

No entanto, algumas pessoas ficam velhas antes do tempo.

Se recolhem nos cantos, perdem o interesse pelas coisas e deixam de apreciar o novo, e o calor dos relacionamentos pessoais.

Ficam carrancudos, chatos e inflexíveis, e dão até a impressão de que estão se tornando insensíveis.

Estou muito próximo dos 60 anos e me sinto já um pré-idoso. Tenho procurado aprender as lições para me parecer mais um idoso sábio, compreendendo o significado do entardecer da vida.

Como disse Carl Jung, o entardecer da vida tem um significado em si próprio, e não é apenas um apêndice da vida que transcorreu até aqui.

Os estudos apontam que as pessoas se tornam mais felizes com a idade. Idosos são mais felizes que os jovens.

Mas vejo pessoas insistindo em ficar velhos antes do tempo, matando os sonhos e jogando fora o entusiasmo pela vida.

Segundo o estudo conduzido nos Estados Unidos, as pessoas atingem o menor ponto, o nadir, aos cinqüenta anos e a partir daí, passam para a parte ascendente da curva da felicidade.

Devemos pois, desenvolver os mecanismos da maturidade ao passo que nos encaminhamos para o lado crescente da felicidade, como mostra o artigo do Economist.

Como escreveu Goerge Vaillant no famoso livro Aging Well – O Bem Envelhecer, quando jovens, estamos na tarefa de criar herdeiros biológicos, à medida que amadurecemos, estamos na tarefa de criar herdeiros sociais.

Não podemos excluir essa última etapa e passar logo para o ocaso da vida.

Aproveite a vida plenamente, e busque significado em cada fase.

Beco