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Pensamentos vingativos

Pensamentos vingativos

Tire os pensamentos vingativos da cabeça, pois são toxinas que contaminam tudo que encontra pela frente.

Quando estamos insuportavelmente contrariados, ficamos pensando em mil maneiras de se vingar, fazer alguma maldade para a outra pessoa.

A verdade é que enquanto não tomamos nenhuma providência, e isso ocorre na maioria das vezes, ficamos com os pensamentos negativos martelando na nossa cabeça, provocando um estrago enorme na nossa saúde.

Toda vez que você se lembra do evento que te magoou, o pensamento circular e negativo retoma do ponto anterior, num rosário interminável de rancor e ressentimento.

Quando você é ferido.

Quando você é ferido, você já sabe a reação – todos nós sabemos o que se passa conosco. Quando somos feridos, e sempre é a história do bandido e mocinho, alguém, o bandido, fere alguém propositalmente, o mocinho.

Temos que saber imediatamente de onde partiu a agressão, pois se ficarmos distraídos, resmungando, vai acontecer de novo.

Temos que manter a cabeça erguida, mesmo quando somos agredidos, e isso vale especialmente quando os golpes são baixos. Você recebe um golpe baixo, fica de autoestima baixa, abaixa a cabeça, e sabe muito bem aonde vai levar o próximo golpe.

Por outro lado, sempre nos posicionamos como o cordeiro inocente e desavisado que foi agredido injustamente. Sabemos no entanto, que não somos assim tão puros, e mesmo involuntariamente podemos ter provocado esta reação, esta agressão.

Pessoas boas fazem maldades.

As pessoas ferem outras não só com os seus atos deliberados de maldade, mas também com seus involuntários equívocos.

Temos que compreender a natureza humana, e nós mesmos para não sair culpando todos, julgando e condenando.

Não somos perfeitos, e sei que já causei mal a outras pessoas. Quando o ato é involuntário, e nos damos conta em tempo, devemos nos desculpar, pois é a coisa mais honesta para manter os relacionamentos saudáveis.

Muitas vezes, nem percebemos que causamos mal, e as pessoas nada falam, se distanciam, e nunca vamos saber.

A raiva que ajuda a sobreviver.

Temos épocas na nossa vida em que sentimos raiva, muita raiva, fruto de algum desgosto profundo,

A raiva, e eu aprendi com Rachel Naomi Remen, médica e professora da Universidade da Califórnia, é uma expressão da mesma força vital que nos faz viver, ou sobreviver.

Temos que inverter um não que dizemos com tanta energia, para o sim que dizemos à vida.

Ao inverter a polaridade dessa força, você vai deixar que ela trabalhe a seu favor.

A energia que desperdiçamos lutando, negando ou mesmo repudiando alguma coisa que não temos qualquer controle pode ser muito bem utilizada para caminhar em outra direção.

Entenda o mundo que te cerca.

Perceba as pessoas, entenda o seu ponto de vista, seus gostos e desejos.

Entenda como as coisas influenciam sua vida e como você interfere na vida dos outros.

Estamos interconectados com coisas e pessoas, e como define o monge Thich Nhat Hanh. O verbo correto a se conjugar não é ser, mas sim interser, que significa ser junto com tudo que te cerca.

Procure estar em harmonia, entenda as forças que agem na sua vida. Lide bem com elas, aceitando o que está fora do seu controle, e assumindo a responsabilidade do que te cabe fazer, agir, mudar e decidir.

Não fique triste por se sentir triste.

Não fique triste só por estar triste. Aceite suas emoções, e deixe a dor passar. Deixe o desconforto ir embora.

Especialmente os meninos foram criados com o cuidado de esconderem suas emoções, e isso dá a eles(nós), um legado triste, de reprimirem as emoções e consequentemente lutarem com elas, seja boas ou más, alegres ou tristes.

Nos ensina Haim Ginott, psicólogo que lecionou na Universidade de Columbia, que não devemos desprezar as emoções dos pequenos, minimizando, depreciando, pois eles acabarão aprendendo a fazer o mesmo, com sérios prejuízos para eles mesmo.

Não faça nada contra você.

Goste de si próprio, e não faça nada contra você.

Parece um contrassenso, mas podemos facilmente enveredar por caminhos, deliberadamente, que nos prejudicam profundamente, uso de substâncias, álcool, fumo, obesidade descontrolada, conflitos com pessoas queridas, corpo mole no trabalho, sexo descuidado.

Podemos ainda alimentar a raiva, a culpa e os ressentimentos.

Ao contrário, deveríamos alimentar as coisas boas, aquilo que nos fortalece e nos ajuda a crescer.