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Sair do fundo do poço.

Chegar ao fundo do poço e sair de lá é sempre uma questão que cabe reflexões.

Quem nunca se sentiu chegando ao fundo do poço.

As dificuldades que enfrentamos são de toda sorte, emocional, financeira, trabalho, convívio familiar e tantos outros setores da vida, e por vezes, parece que todos os astros do mal se alinham para te colocar numa situação de penúria.

Mas não tem nada não.

Faço a pergunta a mim mesmo.

Muitas das decisões e escolhas, fazemos no isolamento, conversando consigo mesmo, iluminados pela Força Superior.

Usualmente faço uso de algumas perguntas que me ajudam a ganhar clareza naquilo que estou tratando.

No nosso cotidiano, nos irritamos e sentimos uma urgência para revidar, reclamar os nossos direitos e marcar posição em alguma contenda intelectual.

Nessas situações costumo me perguntar: Até que ponto isso é importante? Qual a importância que isso vai ter daqui a um mês? Como isso vai me afetar daqui para diante? Qual a grande transformação que isso terá na minha vida?

A resposta que vem de dentro.

Tenho que perguntar a mim mesmo se estou confortável com as escolhas e as soluções que estou em vias de prosseguir.

Por mais que tentemos racionalizar as decisões, muito do que deve ser levado em conta, diz respeito à intuição. É aquilo que está sendo dito pelo coração.

A nossa intuição, muito mais do que uma sensação inexplicável de conforto e desconforto, o certo e o errado sentido pelos poros, é na verdade baseada na nossa experiência pregressa.

Aquilo que experimentamos e aprendemos ao longo da vida, é chamado a opinar acerca das situações. É instado a emitir um parecer que nem bem sabemos de onde vem, e porque é desta maneira.

Uma calma desconcertante.

Impressionante é a calma que experimentamos quando passamos a cuidar mais de si mesmo, deixando de lado aqueles problemas que não são da nossa conta.

Paramos de querer controlar a vida dos outros, abandonamos a ideia de que somos poderosos, braço direito de Deus, aquele que é responsável por tudo que não tem responsável nesse mundo.

Quando deixamos de lado tantas atribuições que não são nossas, realmente vem uma calma desconcertante, e temos que aprender a lidar com isso.

Não é que sentimos falta da loucura que havíamos criado para nós mesmos.

Primeiro escreva, depois fale.

Não saia reagindo com agressividade, primeiro escreva, depois fale. Temos um impulso para reagir a quem nos magoou. Especialmente quando fazemos isso de pronto, tipo bateu levou, podemos errar a mão.

Uma boa receita é escrever tudo que você está sentindo, sendo bastante específico no incidente com detalhes sobre quem disse o que.

A segunda parte é escrever como uma terceira pessoa, como uma matéria jornalística. Quando escrevemos como quem procura ver com isenção, tendemos a aliviar um pouco nas tintas.

O silêncio oportuno.

Há sempre o silêncio oportuno. Há momentos que temos que calar. Deixar o silêncio tomar conta. Deixar que o silêncio solucione ou encaminhe alguma questão.

Diz um ditado antigo que o silêncio é de ouro, e isso vale justamente nas situações onde falar pode atrapalhar.

O mundo de hoje é profundamente carregado de ruído, e não me refiro ao ruído físico, mas aquele emocional, palavras soltas sem significado, mensagens vazias e muita conversa fiada.

Muitas vezes o silêncio é o mais adequado, pois ele fala por si.

Falar pode complicar ou prejudicar o entendimento de alguma questão, e silenciar pode apaziguar os ânimos.

Não é justo.

Não é justo. Será que eu vou ter que aguentar isso tudo sozinho?

O mundo não é justo.

Devo parar de reclamar da vida e aceitar que o mundo é isso aí, e a vida é como ela é.

Não é conformismo e nem resignação, pois não vou abaixar a cabeça em nenhum momento e nem vou me fazer capacho.

Sei que quando penso que tudo está errado, e a minha expectativa da vida foram todas frustradas, estou assumindo a atitude de perdedor.