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Reagir ou responder

Reagir ou responder

A questão entre reagir ou responder está no ponto central do nosso desenvolvimento pessoal, especialmente nos aspectos emocionais e neurofisiológicos.

Na semana passada conclui o curso de 8 semanas MBSR – Mindfulness Based Stress Reduction, que nos ensina a treinar a mente e o corpo para responder adequadamente às circunstâncias da vida evitando reagir de maneira rápida e equivocada e muitas vezes perigosa. Vou contar as melhores lições.

Não se menospreze e pare de se fazer de capacho dos outros

Não se menospreze e pare de se fazer de capacho dos outros

Goste de si mesmo, se valorize e não se faça de objeto dos outros.

Não seja masoquista.

Perceba quando está sendo feita de capacho, e procure evitar tais situações, sem rancor e sem ressentimentos.

Apenas se afaste das pessoas e das situações.

Pessoas intratáveis:

Já comentei no passado sobre: tratando pessoas intratáveis.

Não devemos tolerar agressões, e na iminência de acontecer, devemos tirar o time, dar uma trégua, ou fazer qualquer coisa, menos ficar para receber a agressão.

Algumas pessoas, têm dificuldade de lidar com os próprios traumas e deficiências, e desenvolvem uma atitude beligerante, agressiva, com quer que seja.

Não estamos aí para isso. Ninguém merece.

Agressão:

Quando a agressão e os maus tratos forem freqüentes:

-Não se sinta culpado. Muitas vezes acontece sem sua interferência.

-Não fique para receber a agressão.

-Deixe a pessoa perceber o que está errado – a agressão.

-Ajude-a a se livrar desse defeito – é tudo que você pode fazer.

-Se trate bem, se trate com respeito.

-As pessoas carregam o egoísmo dentro de si – algumas equilibram – outras extrapolam – preste atenção.

-Procure ajuda profissional para você e para o agressor.

Será que você está se fazendo de capacho?

-Se você está sempre concedendo, dando e não está recebendo nada, você pode estar estimulando o fenômeno do capacho.

-Se você não vocaliza, não dá opinião e se deixa levar pelos outros com freqüência também está ajudando.

Não sou um leitor freqüente de Oprah, mas o site dela tem um artigo interessante sobre o assunto, com perguntas adicionais para você identificar o comportamento de capacho.

Oprah – Don’ be a doormat.

Vale à pena ler o artigo, e transcrevo aqui as perguntas:

1-Eu minto sobre os meus sentimentos com medo de desagradar alguém?

2-Eu espero que as pessoas se dêem conta de que cheguei no limite mas não digo nada?

3-Eu fico paralisada quando me perguntam o que quero, gosto ou penso?
4-A minha lista de coisas para fazer está cheia de coisas que não quero e que não gosto?

5-Eu como, choro, fumo e bebo quando estou com raiva?

6-Às vezes me sinto esgotada e explodo com os meus amados e depois me sinto muito mal.

7-Entro em pânico quando penso que alguém pode me desaprovar ou não gostar de mim?

8-Me sinto orgulhoso quando passo por cima das minhas necessidades para agradar os outros?
9-Fico ressentido fazendo coisas para outras pessoas?

10-Reclamado das pessoas e suas demandas quando estas não estão presentes?

Rubens Sakay (Beco)

Não seja tão centralizador, delegue o quanto puder

Não seja tão centralizador, delegue o quanto puder

Não assuma esse papel de centralizador. Pare de centralizar tudo em você, procure delegar o que for possível.

Você já se sentiu como alguém que tem muita coisa nas suas costas.

Pense se não está na hora de descentralizar, de delegar e compartilhar as responsabilidades.

Isso vale para os assuntos familiares e principalmente para os do trabalho.

Compartilhe as decisões.

Buscando respostas para tudo enquanto deveria cuidar para fazer as perguntas certas

Buscando respostas para tudo enquanto deveria cuidar para fazer as perguntas certas

A vida nos impõe um mundo de questões, e eu quero o livro das respostas.

As respostas para as minhas questões essenciais.

Por que não tive as oportunidades fantásticas que outros tiveram?

Por que tenho tantos problemas, sendo um cristão fervoroso, generoso e caridoso?

Por que aquela porta me foi fechada na exata hora em que ia entrar para mudar a minha vida?

Aprendi que não existe o livro das respostas.

No entanto, tem o livro das perguntas, e este livro eu preciso estudar com dedicação.

Ao fazer as orações, inclua também os seus desafetos

Quando fazemos uma reflexão da nossa caminha de crescimento pessoal, a nossa melhor versão clama por uma atitude mais generosa, mais honesta e mais compassiva.

Quando fazemos as nossas orações é um momento precioso para fazer isso.

O maior exercício de humildade e desprendimento é pedir pelos seus desafetos nas suas orações. Vai perceber, ao praticar isso, uma leveza no coração, um alimento para a sua paz e felicidade. Isso vai aliviar os seus ressentimentos, que no final é veneno para você mesmo.

É sempre possível melhorar a situação, amenizar o sofrimento, consertar o que está quebrado

É sempre possível melhorar a situação, amenizar o sofrimento, consertar o que está quebrado

Não há sofrimento que não possa ser amenizado, e temos que ter em mente que sempre podemos melhorar a nossa situação. Temos que agir com calma, serenidade, pois não há nada na vida que não tenha jeito.

Às vezes, os caminhos da vida nos levam para destinos indesejados. Perdemos familiares, desatamos relacionamentos, falimos, e por vezes nos incapacitamos. Mas tudo tem jeito. Sempre dá pra consertar e recomeçar, e o sofrimento é parte da nossa vida.

Não podemos fazer o tempo voltar. Não dá para fazer diferente o que já foi feito. Podemos, no entanto, aceitar o que ocorreu, com serenidade, e seguir em frente.

Tenha calma, examine com cuidado a situação, pois às vezes o problema sequer existe. Um pouco de boa vontade e aceitação pode colocar tudo no lugar.

Você ouve ou só espera sua vez de falar? Cuidado!

Você ouve ou só espera sua vez de falar? Cuidado!

Preste atenção nas pessoas e mais ainda naquilo que elas estão dizendo.

Aprendemos com as nossas experiências e aprendemos muito mais com as outras pessoas.

Apesar de termos dois ouvidos e uma boca, corremos sempre o risco de falar mais do que ouvir.

Os outros estão falando, lições valiosas estão sendo repassadas, mas estamos tão concentrados nas nossas idéias que sequer ouvimos o que nos é passado de graça.

Ouça o que o outro está dizendo.

Conhecer as pessoas, conhecer a sua mente, aprender com as experiências alheias é um recurso que não devemos desperdiçar.

Aprendi algo valioso de uma postagem do Dumb Little Man- tips for life (pequeno e estúpido homem- dicas para a vida) sobre aprender a ouvir.