Responsabilidade Posts

Meu esforço deu resultados.

Dou duro todos os dias. Sei que não posso folgar, e tenho certeza que a minha vida não difere da vida de muita gente.

Tenho pessoas que dependem de mim, e sei da responsabilidade que vem com isso.

Mas tenho que avaliar constantemente os meus projetos, reconhecendo os meus esforços e principalmente os resultados.

Nem tudo acontece da noite para o dia, e às vezes os resultados demoram a aparecer – tenho que ter paciência.

Dê conta do recado.

Sinta que está fazendo o que tem que ser feito.

Estabeleça metas factíveis, trabalhe a seu favor e nunca para se boicotar.

Não se julgue o redentor, nem sempre você vai salvar a lavoura ou reverter uma causa irremediável.

É prático ser prático, e é bom ser objetivo.

Conhecer as suas próprias capacidades é muito importante para não se frustrar e não frustrar os outros.

Decisão.

Tomar uma decisão difícil é sempre uma tarefa que nos convida à postergação e ao adiamento.

Sem nos darmos conta, e para fugirmos do fim com horror, fazemos um horror sem fim.

Não devemos adiar as decisões difíceis.

As decisões difíceis sempre envolvem perder alguma coisa e por isso temos uma tendência a adiar a decisão, o que pode tornar a situação mais crítica.

Uma boa recomendação é construir uma tabela simples, listando tudo que vai mudar com a nossa decisão, nas várias alternativas.

Colocar um sinal de positivo e negativo em cada item que vai mudar.

A partir daí, analisar as alternativas com todos os (+) e (-).

Pode ser mais fácil analisar com os pros e contras de cada alternativa.

Uma vez selecionada uma alternativa, e que vai ser a sua decisão, analise cada item que levou o sinal positivo e trace um plano de ação para reduzir o impacto negativo.

Experimente com uma decisão difícil e sucessivamente, a prática vai levar a uma experiência mais tranqüila.

As pessoas mais jovens, e eu tenho isso pela minha experiência quando jovem, gosta de ouvir as pessoas mais velhas e experientes. Isso funciona.

Vale à pena fazer uma porção de perguntas a si mesmo, relacionadas com a decisão em questão.

Quando ficamos amedrontados com algum impacto negativo, corremos o risco de fechar os olhos para vários aspectos relacionados com a decisão.

Quando fazemos as perguntas, assim como num brainstorming, as questões relevantes acabam aparecendo.

Faça uma relação dos próximos passos a tomar depois da decisão. Isso evita o imobilismo.

Faça uma relação dos desdobramentos da decisão. Isso evita surpresas desagradáveis.

Não estamos sozinhos nas decisões.

Peça para que a luz seja lançada sobre os caminhos.

Busque a ajuda dos amigos.

Assuma a responsabilidade, e seja feliz.

Beco

Não negligencie nas suas responsabilidades.

Não espere que os outros respondam pela sua felicidade.

Assuma você a responsabilidade.

Só você tem controle total dos seus sentimentos todo momento.

Culpar os outros é jogar para os outros a sua responsabilidade.

Quando nos preocupamos muito em satisfazer os outros, em cuidar do bem estar dos outros, provavelmente estamos negligenciando das nossas responsabilidades consigo mesmo.

Aquilo que experimentamos e vivenciamos é resultado do que nós próprios provocamos. É tudo fruto do que plantamos.

De acordo com o princípio de causa e efeito, o que vamos experimentar no futuro, é resultado das ações que estamos tomando hoje, agora, nesse momento.

Não vivemos uma vida de momentos isolados e desconectados. Tudo que fazemos tem conexão com tudo que recebemos ao longo do tempo, e é razão suficiente para vivermos uma vida plena, consciente e compenetrada.

Muitas pessoas se dizem insatisfeitas no trabalho, mas vale lembrar que as responsabilidades descritas no cargo normalmente são quase como um cardápio sugestivo. Cada um constrói a sua capacidade e responsabilidade a partir desse cardápio, agregando sempre mais competência, mais capacidade e novas habilidades.

As pessoas são promovidas pelo que fazem um pouco além em cada quesito, em cada área de responsabilidade.

Atender às pessoas no dia-a-dia, pode ser conduzido de forma protocolar, segundo os manuais, mas pode muito bem ser com um bom humor, preocupação, educação e generosidade.

Assumir a nossa total responsabilidade sobre a nossa vida e nossos atos, é não negligenciar em todas as áreas, sejam nas pequenas tarefas, ou na busca de sentido para a nossa vida.

Diz Viktor Frankl que quando não podemos mudar os resultados, somos desafiados a mudar a si próprios, e isso não quer dizer um prêmio de consolação por aquilo que não pudemos ter, mas a nossa capacidade de internalizar as adversidades.

Aliás, é bem o que nos ensina a oração da serenidade.

Assumir a total responsabilidade sobre a nossa vida é, antes de mais, nada reconhecer que muito embora a realidade não seja como desejamos, temos a capacidade de influenciar em como tal realidade vai impactar a nossa felicidade e o nosso sofrimento.

Beco

Se você tem que fazer, faça.

Se você tem que fazer algo de que não gosta, mas que é inevitável, não assuma uma postura reativa e infeliz.

Não procrastine.

 Respire fundo e vá em frente, sem resistência e com tranqüilidade. O resultado vai ser melhor e a tarefa vai ser executada mais rapidamente.

O erro, muitas vezes é ficarmos enrolando, fazendo com que a tortura seja infindável.

Para não fazer um fim com horror, fazemos um horror sem fim – empurrando para depois, para amanhã e assim por diante.

Não conseguimos evitar a responsabilidade sobre tarefas ou ações desagradáveis, isso acontece com todo mundo – uma ligação telefônica estressante – terminar um relacionamento – demitir uma pessoa no trabalho.

São coisas que desejaríamos não ter que fazer, mas se tem que ser feito, não deve ser procrastinado, pois leva ao estresse e à infelicidade.

Diz o professor Joseph Ferrari da Universidade De Paul, que dizer ao procrastinar – Faça! – não tem qualquer efeito – é como dizer à pessoa clinicamente deprimida para se animar.

Nos seus estudos, Ferrari encontrou grande correlação da procrastinação a traços de excessiva autoridade e pouca autonomia imposta por pais na sua criação.

As observações de outro estudioso, o professor Clary Lay da Universidade de York, de Toronto, levaram-no a desenvolver a Escala Geral de Procrastinação, constando que as pessoas que procrastinação, levam a vida na tônica dos desejos e sonhos, ao passo que as pessoas que não procrastinam levam a vida mais com o sentido das responsabilidades e das obrigações.

De qualquer forma, para evitar o estresse e a infelicidade de conviver com um rosário de coisas desagradáveis na lista de coisas a fazer – to do list – aqui vão algumas recomendações:

1-descreva a situação que você convive de empurrar com a barriga um determinado assunto ou tarefa – será que você não está se auto-sabotando?

2-verifique se nesse caso você não está na espiral descendente da auto-estima.

3-analise se a procrastinação não tem a ver com indecisão e o senso de perfeccionismo.

Para cada conclusão que você chegar, você pode encontrar neste blog e em diversos sites boas dicas para reflexão.

Beco

Não centralize as coisas.

Você já se sentiu como alguém que tem muita coisa nas suas costas.

Pense se não está na hora de descentralizar, de delegar e compartilhar as responsabilidades.

Isso vale para os assuntos familiares e principalmente para os do trabalho.

Compartilhe as decisões.

Não dê uma de prepotente, assumindo tudo para si.

Não fique com tudo nas suas costas. Para alguém receber a bola é precise que alguém antes passe a bola.

No trabalho, você se sente sobrecarregado, e os seus colegas se sentem subutilizados e desvalorizados.

Na família, você se sente sacrificado e os seus familiares limitados e constrangidos.

É um jogo do perde – perde, e vale à pena mudar. Isso tem solução.

No caso dos pequenos em casa, dar-lhes responsabilidades faz parte do aprendizado fundamental para crescer.

Acredite que as pessoas podem fazer.

Tenha clareza e discuta com as pessoas o que tem que ser feito.

Passe para a pessoa certa cada tarefa e ajude no que for preciso.

Encoraje, ensine, motive e reconheça.

Relaxe o seu perfeccionismo de achar que só você pode fazer com qualidade.

Aceite as pessoas como são e aceite os resultados quando forem adequados. Não exija a perfeição.

Isso vai fazer bem para a sua saúde.

Viva melhor, assumindo a sua parte do trabalho.

Não tente ser tudo e fazer tudo.

Você se vê refazendo o trabalho dos outros porque não gostou do resultado?

Você desiste de delegar e acaba fazendo você mesmo?

Por quê?

As pessoas são desqualificadas? – qualifique.

As pessoas não sabem o que devem fazer? – comunique.

As pessoas podem não querer fazer? – motive, estimule, premie.

Não tem gente? – procure, contrate.

As pessoas são lentas, pouco inteligentes, sem iniciativa e sem compromisso?

Será que você não está exigindo demais?

Beco

Ter a capacidade, e a possibilidade de agir já é uma benção.

Não devemos ficar presos nas análises intermináveis.

As questões podem ser difíceis, e um trajeto longo até os resultados aparecerem, mas a possibilidade de atuar, e a capacidade para tal, já em si é uma benção.

Não fique ruminando em cima das dificuldades. Nenhum resultado vem sozinho sem que tomemos a iniciativa de agir naquela direção.

Muitas coisas estão fora do nosso controle, e às vezes não há nada que possamos fazer.

Quando temos a chance de influir, de atuar e de fazer, e temos ainda a capacidade para fazer, não devemos perder tempo, temos que botar as mãos na massa.

Às vezes nos sentimos perdidos e parece que ninguém vem nos resgatar. Temos que reagir, lutar, tomar a iniciativa, fazer um movimento para nos salvar. Temos que nadar até a bóia.

Enquanto não assumimos de verdade a nossa responsabilidade por nós mesmos, deixamos sempre uma fresta para escapar, para se desculpar, ou pior, para culpar os outros e se culpar.

Evite a estratégia evasiva.

Sinta que é capaz, e sinta que é o momento de agir.

No momento em que estagnamos, somos tomados por aqueles pensamentos tóxicos da culpa, arrependimento, ressentimento, raiva, medo e dúvidas.

Mantenha o movimento.

Aproveito para divulgar os três passos para conseguir e manter a felicidade, postado por Andrea DeBell, no blog The Bold Life. Andrea é uma brasileira que vive na Califórnia e se dedica ao tema felicidade.

-Aja de acordo com seus valores. O que você faz pode te levar à felicidade ou pode te afastar dela.

-Olhe o que você fala. Uma linguagem serena, com palavras positivas, promove um ambiente feliz para você e para aqueles com quem você interage.

-Olha o que você pensa. Muito da nossa infelicidade começa com pensamentos negativos sobre os outros e sobre nós mesmos. Preste atenção aos julgamentos, pois eles te levam facilmente para a zona da infelicidade. A consciência dos nossos pensamentos é o primeiro passo para mudá-los.

Faça isso tudo junto, simultaneamente. Incorpore na sua rotina diária.

 Andrea DeBell tem seu próprio blog – Brite Talk dedicado ao tema felicidade.

Passe adiante.

Beco