Respeito Posts

Generosidade espiritual.

Há muitas formas de generosidade espiritual.

Aprendi que a tal generosidade não é aquela relacionada com bens materiais, ou mesmo ações concretas de ajuda.

Tolerância é uma dessas formas de generosidade.

Compaixão é outra poderosa forma de generosidade espiritual.

Não seja um chato.

Não seja um chato. Será que sabemos se somos ou não um chato?

Será que existe um termômetro da chatice?

Algumas podem nos ajudar a avaliar se somos uma companhia agradável ou se as pessoas estão nos evitando:

Não use os outros como desculpa.

Ele também faz.

Ele também não faz.

Ele também é negligente.

Ele também é desonesto.

Nem ele faz isso, porque eu tenho que fazer?

Muita coisa desse tipo passa pela nossa cabeça vez por outra.

Estamos na verdade buscando uma desculpa para não fazer alguma coisa, e estamos utilizando os outros como base para a nossa desculpa.

O que isso tem de ruim?

Não estamos sendo honestos consigo mesmo.

Estamos admitindo uma porção de limitações que não existem.

Estamos jogando a nossa felicidade no lixo por conta de uma atitude negativa.

Por vezes usamos a nossa família como desculpa para não perseguir os nossos próprios sonhos.

Sou casado, tenho filhos, minha esposa isto, meu marido aquilo, meus pais aquilo outro, enfim um mundo de desculpas inventadas.

É certo que todos nós temos obrigações familiares, mas não devemos usar os laços familiares e os indivíduos como desculpa para não fazermos as coisas.

Decida fazer as coisas a despeito das supostas limitações e vai verificar que elas não assim tão limitantes.

Há uma diferença entre uma explanação legítima e uma desculpa inventada.

Quando dizemos que não vamos comparecer a uma festa porque temos que levar o filho ao hospital para um exame clínico no mesmo horário, estamos explanando, e é legítimo.

Quando dizemos que não vamos ao evento porque o namorado não gosta, e sequer consultamos o namorado sobre isso, estamos inventando uma desculpa e pior, responsabilizando outra pessoa – simplesmente não é honesto.

Quando a mentira entra em jogo, é uma outra história, e um assunto para outro dia.

Beco

É fácil se fazer de vítima.

É fácil se fazer de vítima. É muito fácil dar uma de coitadinho.

Muita coisa pra fazer, e parece que só nós é que trabalhamos.

Muita coisa para se preocupar e parece que só nós é que nos importamos.

Muita coisa errada, e parece que acontece só com a gente.

O amor é o máximo.

O amor tem várias fisionomias, e qualquer que seja a sua apresentação, acho que o amor é o máximo.

O amor conjugal, fraterno, materno, e principalmente aquele que podemos praticar todo momento.

O amor é sutil, é uma profunda satisfação quase sem explicação, e não vale à pena tentar explicar, pois a racionalidade não alcança essa sutileza.

O nosso dia-a-dia é uma correria, onde a expressão dos sentimentos é quase uma coleção de pequenos fragmentos.

Mas sei que experimentar alguns momentos de amor profundo te permite ir e vir na profundeza do seu eu – e como ir lá no fundo beber um pouco da energia para subir e seguir conduzindo a vida de forma mais leve e revigorada.

Diz Dr. Greg Baer, um médico que escreve sobre o tema amor, que o amor real, o amor genuíno, é aquele que quer a felicidade do outro sem esperar qualquer coisa em troca.

O amor é uma profunda expressão emocional, e o amor genuíno, é o amor incondicional, sem esperar nada em troca.

Diz Greg que é algo difícil de experimentar e se acostumar, pois fomos, desde os tempos de bebê, acostumados e educados ao amor condicional.

Aprendemos que quando não nos comportamos bem, temos uma expressão de desamor, portando o amor é condicional, e assim seguimos aprendendo a vida toda.

E sobre o amor incondicional, relembro um filme que retrata muito bem isso que fala Greg Baer.

O filme se chama no original 84 Charing Cross Road, e no Brasil, foi exibido com o nome – Nunca te vi, sempre te amei.

Para aquelas que me lêem de Portugal, é provável que o nome dado tenha sido diferente. Vocês podem nos dizer.

Alguns comentaristas de cinema dizem que nunca um nome inventado – nunca te vi, sempre te amei –  retratou tão bem o que é o filme, o nome original é o endereço onde funcionava a livraria em Londres da época do pós-guerra.

O filme retrata o amor, o respeito e a admiração pelas pessoas, com a delicadeza e precisão como nunca vi na tela do cinema.

O amor, no filme, é algo totalmente desadjetivado, se é que posso usar esse termo – não é amor romântico, não é amor fraternal, não é amor paternal – é simplesmente amor profundo.

Na história, uma escritora americana se corresponde com um proprietário de uma livraria inglesa durante vinte anos. Embora as cartas sejam pessoais, o tema sempre envolve os demais empregados da livraria, e o assunto de interesse comum, os livros.

O cenário é a Europa do pós-guerra, e a carestia é retratada no cotidiano desses ingleses.

A escritora, Helena Hanff, adia a visita a Londres e à livraria por muitos anos, vinte anos de correspondência, e quando o faz, o seu correspondente já havia falecido e a livraria encerrada suas atividades, daí o nome dado ao filme no Brasil – Nunca te vi, sempre te amei.

Percebi, vendo este filme, que o amor pode ser incondicional, de uma forma singela e brilhante, e mais do que isso, pode envolver duas pessoas sem que qualquer envolvimento aconteça.

Quero dizer a todos que me acompanham no blog-Seja Feliz, que amo todos vocês de uma maneira especial.

Beco