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Reviver os bons tempos para ser mais feliz

Reviver os bons tempos para ser mais feliz

Vamos fazer um esforço para reviver os bons tempos, nos lembramos quando éramos mais jovens, mais arrojados, irreverentes e alegres.

Era feliz e não sabia – isso pode ser um sinal de arrependimento, mas pode ser puro saudosismo.

E será que o saudosismo é um bom sinal?

É sinal de que nos lembramos mais das coisas boas e esquecemos um pouco as coisas ruins?

Viver só no passado não é bom, pois vamos deixar de construir o futuro. No entanto, estar conectado com as coisas boas do passado também traz felicidade.

Não piore o seu passado.

Já sabemos que temos que desistir de ter um passado melhor, e escrevi uma postagem sobre isso há algum tempo.

Mas aprendi que podemos, se não tomarmos cuidado, piorar as experiências negativas do passado.

Podemos também azedar as coisas boas que ocorreram no passado.

Como isso acontece?

Gaste bem o seu tempo.

Não perca tempo com coisas inúteis, conversas fúteis e atividades tóxicas.

Não passe seu tempo com pessoas desprezíveis, fofocando ou remoendo a raiva e os ressentimentos.

Pense no tempo que você dedica a cada coisa, e se isso te faz uma pessoa melhor e mais feliz.

Dedique tempo às coisas certas.

Dedique tempo melhorando os seus relacionamentos.

Minimize o seu tempo em tarefas desnecessárias.

São algumas das recomendações resultantes dos estudos da Universidade de Stanford.

 Esse estudo da aponta que o dinheiro não traz felicidade, mas o tempo sim.

Como é isso?

Dizem os pesquisadores que a felicidade é muito ligada às escolhas que as pessoas fazem na vida, e se usamos o tempo inteligentemente ou não.

As pessoas escolhem suas carreiras pensando no dinheiro que irão ganhar, mas poucos pensam em como vão utilizar o seu tempo.

Passamos o tempo todo no trabalho e deveríamos pensar bem nisso antes de escolher a carreira.

A despeito de sabermos que dinheiro não traz felicidade, mais estudos são realizados nessa questão que na correlação do uso do tempo e a felicidade.

As pessoas que dedicam mais tempo nos relacionamentos são mais felizes.

As pessoas se esquecem sobre o que fez com o dinheiro, ou quanto tinham no banco num tempo lá atrás, mas não se esquecem de um encontro amoroso, um relacionamento, uma reunião agradável com os amigos do peito.

Como já comentei, os pesquisadores recomendam cinco estratégias para gastar bem o seu tempo:

-gaste o tempo com as pessoas certas.

-gaste seu tempo com atividades certas.

-use o tempo também para antecipar e reminiscer bons momentos.

-aumente o seu tempo disponível, manejando a sua agenda para ter mais tempo discricionário.

-ficamos mais felizes com a idade – faça o que ama com as pessoas que ama e essas serão as boas lembranças para quando envelhecer.

Os jovens procuram e encontram o seu contentamento na excitação do momento, e à medida que envelhecemos, o nosso bem estar vem das boas lembranças e da antecipação que fazemos dos bons momentos.

Beco

Antecipar e reminiscer.

Dizem os especialistas que a antecipação produz mais efeito que a reminiscência, mas você pode ter ambos.

Certa feita, realizei uma viagem à Washington para várias reuniões de trabalho, dentre elas, uma na Casa Branca.

Na minha mente, a antecipação dos resultados provocou um êxtase durante toda semana, e hoje, passados quase dez anos da experiência, a reminiscência me traz sempre um contentamento impar.

Isso me faz lembrar também as viagens de férias com toda a família. Éramos cinco filhos, empacotados num carro pequeno, e a antecipação da viagem provocava uma agitação saudável na família inteira, e a reminiscência sempre produzirá um efeito impagável, de pertencimento, fraternidade, amor e cuidado.

Acho que aproveitar a antecipação e a reminiscência é sempre uma boa receita para aumentar a felicidade.

Este artigo na ODE Magazine comenta as discussões de Dan Gilbert sobre antecipar e reminiscer. Os estudiosos constataram que os indivíduos desenvolvem grandes expectativas sobre coisas que vão acontecer, mas quando acontece de fato, isso provoca nelas um contentamento menor, o que leva a conclusão de que antecipar é melhor que reminiscer.

Eu acredito que se tratando de experiências materiais, isso realmente é verdade. Antecipamos muito a alegria de um carro novo, e esse entusiasmo passa tão rápido quanto o cheiro do carro novo.

Mas se tratando de experiências não materiais, acho que é exatamente o contrário. Antecipamos menos e reminiscemos mais.

Há também o fator otimismo nesse mecanismo da antecipação. As pessoas otimistas antecipam mais a felicidade de algum evento, ao passo que os pessimistas estão sempre preocupados com algum contratempo e antecipam sim o fracasso.

No caso do pessimista, acredito que a reminiscência tem um peso maior que a antecipação.

Há ainda a discussão sobre a antecipação e a re-programação mental para esperar e receber o bom acontecimento.

Discussões acadêmicas à parte, eu acredito que podemos todos tirar proveito de ambos os fenômenos para aumentar a nossa felicidade.

Eu tenho investido bastante na reminiscência. Tenho organizado meu diário, meus vídeos e minhas fotografias para facilitar as minhas visitas aos bons momentos do passado.

Li certa feita uma frase que me impulsionou para melhorar os meus recursos para reminiscer: “ a vida não é o que vivemos, mas o que lembramos que vivemos.”

Beco