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Pare de reclamar das coisas que você não tem controle.

Jonathan Mead escreveu para o ZenHabits: se queremos ser felizes, porque agimos como bebês chorões?

Porque reclamamos todo tempo sobre coisas que não temos qualquer controle?

Mead tem apenas duas recomendações:

1-Estabeleça como prioridade ter consciência das vezes que você reclama, e isso inclui o julgamento que faz dos outros.

2-Analise se você está reclamando de coisas que estão totalmente fora do seu controle – o clima, o tempo, a natureza, se está frio, se está quente, se o tempo não é suficiente. Verifique se há algo que você possa fazer a respeito, ou se está fora do seu controle. 

Muitas coisas acontecem na nossa vida de forma diferente do nosso desejo. Muitos fatores interferem nos resultados, e grande parte deles está fora do nosso alcance.

Não realizamos nada sozinhos, e aquilo que outros fazem, depende da atitude, pensamento, comportamento e capacidade de cada um. Podemos planejar, prever, mas não podemos assegurar que as pessoas irão se comportar de acordo com o nosso desejo.

Sabemos disso tudo, é claro, mas não podemos evitar a nossa decepção quando os resultados nos frustram, e a tentação para sair reclamando e culpando os outros é muito forte.

Isso é improdutivo, prejudica os nossos relacionamentos e de quebra faz mal à nossa saúde e bem estar.

 Mas não há porque ficar neurótico a respeito disso. Um pouco de reclamação é natural para todo mundo.

Quando os amigos começam a fazer comentários sobre o seu comportamento: ”você reclama demais!” – isso deve acender uma luz amarela para você.

Na raiz das reclamações excessivas, está a prepotência.

O mundo tem que ser ao meu modo.

As pessoas devem agir e se comportar conforme o meu desejo.

As minhas idéias são as corretas.

O meu julgamento é o correto.

Mudar a si próprio é sem dúvida aquilo que está ao seu alcance.

Mudar a sua atitude frente à realidade é um grande passo para mudar a realidade para você.

As reclamações são grande parte da confusão mental que fazemos nas nossas cabeças. Um pouco de serenidade e aceitação fazem com que muitos problemas adquiram sua verdadeira dimensão, o que torna esse elenco de reclamações, palavras no vazio, desnecessárias.

 A oração da serenidade é sempre uma luz para o caso das reclamações, e fazer uma lista das duas categorias – a) eu controlo – b) eu não tenho qualquer controle – certamente ajuda muito.

Um pouco de altruísmo e generosidade sempre ajudam a ver o mundo com um novo olhar.

Experimente.

Um rosário de queixas das outras pessoas.

Pare de reclamar das pessoas.

Ao fazer isso, vai descobrir uma coisa fantástica – seu foco vai mudar das coisas negativas para as coisas positivas da vida.

Isso faz mal também à sua saúde, pois o corpo reage imediatamente como se o ambiente fosse ruim e hostil, o que na verdade não é.

Ao imaginarmos um mundo hostil, ficamos na defensiva.

Ao imaginarmos um mundo bom, ficamos prontos para usufruir o que vier de bom.

Uma idéia interessante e que pode muito bem ser aplicada no nosso caso é apresentada pelo Reverendo Will Bowen no livro “A Complaint Free World” – no Brasil foi editado como “ Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas”.

Bowen explica isso muito bem em um vídeo no Youtube. Coloque algo no punho direito (faixa, fita, qualquer coisa), e cada vez que você reclamar de alguém, ou falar mal de alguém, passe a fita para o punho esquerdo e assim por diante. Gradualmente você vai reduzir e eventualmente eliminar esse péssimo hábito. 

O Reverendo prega que você faça isso por 21 dias que é um período suficiente para quebrar um hábito.

Quando não damos mais vazão aos pensamentos negativos por meio das reclamações, eles simplesmente desaparecem.

O processo passa pelos quatro estágios da competência.

Primeiro temos o mau hábito e sequer damos conta disso – incompetência inconsciente.

Segundo, nos damos conta do mau hábito – incompetência inconsciente.

Terceiro, trabalhamos para nos livrar do mau hábito e conseguimos – competência consciente.

Quarto, você não precisa mais se policiar para cair no mau hábito, pois ele desapareceu – competência inconsciente.

Algumas dicas para parar de reclamar das pessoas e de tudo.

Saia do ciclo vicioso da competição pela pior reclamação – às vezes nos metemos em conversas que rapidamente se transformam numa competição de quem tem a pior reclamação de uma determinada pessoa.

Fique atada aos fatos e dados concretos, sem inventar ou aumentar o que realmente aconteceu.

Fique livre das fofocas e do disse-me-disse.

Quando fazemos isso, ficamos mais leves e atentos ao que se passa, pois a mente não fica mais vasculhando atrás de coisas negativas.

Nos tornamos uma companhia mais agradável – ninguém agüenta mais os reclamões.

Nos tornamos mais criativos, pois examinamos os problemas buscando as soluções e não os culpados.

Você pode ficar tentado a corrigir os outros que vivem reclamando, mas lembre-se que corrigir a si próprio é de longe o melhor que você pode fazer.

Passe adiante.

Beco

Estou reclamando demais?

Faça esta pergunta a alguém de sua confiança.

Isso vai te dar uma noção se você está dando de vítima, se está com uma atitude negativa.

Está tudo errado.

Estão todos errados.

Nada dá certo.

Estão todos contra mim.

Estão querendo me matar de trabalhar.

Eu tenho que fazer tudo sozinho.

Porque eu?

Cadê o supervisor deste supermercado?

Não foi isso que me prometeram.

Esse comportamento de grande insatisfação pode acontecer com qualquer um.

Você deve se lembrar de uma conversa com uma amiga, onde poucos minutos foram o suficiente para ela desenrolar um rosário de reclamações de tudo e de todos.

Não adianta, faz parte da interação entre as pessoas – você reclama do marido, ela reclama do trabalho, ele reclama do vizinho.

Às vezes usamos a reclamação até para quebrar o gelo da conversa – você não imagina o que a babá me aprontou hoje!!

Dizem os especialistas que as mulheres fazem mais que os homens, e que é importante é atentar para o excesso, pois pode fazer mal à saúde e ao bem-estar.

Quando é que está demais?

Qual o malefício deste tipo de comportamento?

Diz Dr. Robin Kowalski da Universidade de Clemson que há dois tipos de reclamações: instrumental e expressiva.

Aquela instrumental aponta para alguma ação, correção ou atitude – a esposa reclama do marido sobre a arrumação da garagem que ele ficou de executar.

Expressiva é quando você liga para uma amiga para desabafar dos seus problemas pessoais – botar pra fora.

O uso excessivo desse último recurso traz a auto-estima para baixo, além de afastar as amigas, pois ninguém agüenta tanta reclamação.

Dizem que nos primórdios do homem, os indivíduos traziam as suas reclamações em altos brados para mobilizar a tribo na solução do problema – mas já se passaram milhões de anos.

Meus filhos já são adultos, mas acompanho com o ouvido um pouco longe as conversas de jovens senhoras numa reunião familiar. A reclamação sobre serviçais e pediatras é uma tônica comum – dizem os especialistas que isso cria uma noção de grupo (bounding), estamos no mesmo barco. Isso pode até ser instrumental – uma passa uma boa dica para outra sobre a casa, filhos, trabalho, relacionamentos,etc.

Mas a reclamona compulsiva raramente está aí para ouvir – ela só quer falar.

É bom sabem passamos do limite.

Beco