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Caminhão cheio de Mxxda

Caminhão cheio de Mxxda

Quem foi que encomendou esse Caminhão cheio de Mxxda? Acabo de ler o livro com este título esquisito, mas que traz ensinamentos fundamentais para uma vida melhor, mais serena, plena e feliz. É o livro de Ajahn Brahm “Who ordered this truckload of dung?”, que uso como referência para a mensagem de hoje.

Que fez isso?

Imagine que você chega em casa e vê um montão de excremento animal, uma verdadeira montanha mal cheirosa bem em frente à sua casa. E vem à sua mente a pergunta: quem foi que encomendou esse caminhão de mxxda?

É uma desgraça. Quem poderia ter feito isso?

Culpados:

E aí começa não só as conjecturas, mas uma lista de culpados, e você começa a examinar mentalmente cada possibilidade.

Depois de pensar na culpa dos outros, começa a pensar na própria culpa.

Será que fiz algo errado a alguém?

O que fiz para merecer isso?

Contaminação:

Sem bem saber que é o culpado e sem saber o que fazer com tudo isso, você começa a levar para dentro de casa, enfiar no bolso da calça, na mochila, levar para dentro do carro, leva para o trabalho, para a escola.

Rapidamente esse negócio começa a contaminar tudo na sua vida. Te olham torto no trabalho, fogem de você na escola, enfim, a vida como um todo vira um inferno.

Não acaba nunca:

Você não sabe como dar fim a essa desgraça e o inferno parece não ter fim, um dia pior que o outro.

Você perde o emprego, é expulso da escola e é definitivamente afastado dos amigos.

O modelo explanatório:

Assim com Ajahn Brahm explora no livro, o professor Martin Seligman já havia discorrido sobre o modelo explanatório, o modo como explicamos as desgraças que nos acontecem, e esse modo tem 3 características: responsabilidade, pervasividade, temporalidade.

Responsabilidade:

Enquanto gastamos o nosso tempo precioso e também a nossa energia, inquirindo sobre o responsável, podemos pegar um balde, uma pá e começar a levar esse caminhão de mxxda para o fundo do quintal e enterrá-lo. Um balde depois do outro, com tempo e energia, podemos dar fim na nossa desgraça.

Pervasividade:

Uma coisa que acontece em um campo da vida, uma coisa localizada, não deve ser levada para todas as áreas da nossa vida. Temos que pensar em uma maneira de isolar essa coisa. Manter a nossa vida sob controle. Nada de levar uma coisa ruim para estragar tudo que já está bom.

Temporalidade:

Por fim, a temporalidade. Tudo passa, e isso também vai passar.

Encare as coisas, sejam boas ou ruins, como passageiros.

Faça a sua parte, sem muito apego, e vai aproveitar plenamente as coisas boas e vai deixar que as coisas ruins vão embora.

Rubens Sakay

2 tipos de reclamação: uma só atrapalha e irrita

2 tipos de reclamação: uma só atrapalha e irrita

Às vezes nos passa a impressão de que estamos reclamando demais, levando a vida de maneira muito azeda. Para confirmar, vale a pena fazer esta pergunta a alguém de sua confiança. Isso vai te dar uma noção se você está dando de vítima, se está com uma atitude negativa. Além disso, há dois tipos de reclamação, uma até te ajuda a resolver os problemas, a outra te transforma em uma pessoa pouco querida. 

Cada um tem sua cruz

Cada um tem sua cruz

Cada um tem sua cruz, e não devemos reclamar daquela que nos foi dado carregar. Ninguém está livre de problemas e temos que encarar essa jornada com alegria e de cabeça erguida.

A vida é dura, mas ficar reclamando da carga que tem que carregar vai torná-la mais pesada. Pare de reclamar e siga em frente.

Você já se pegou pensando: “eu não queria ter os problemas que ele tem.”

Pois é, cada um tem a carga de problemas que deveria ter.

Dizem os budistas que a única coisa comum entre os homens é o sofrimento.

Não posso reclamar

Sei que não posso reclamar. A vida tem sido boa, e as portas se abriram quando precisei de alguma abertura.

Oportunidades não brotam como erva daninha, e temos que estar atentos para distinguir quando uma delas aparecem na nossa frente.

Durante o ano, parei por muitas vezes, pensando e me perguntando onde estavam as oportunidades. Elas estavam bem ali, e o melhor de tudo foi percebê-las, e igualmente importante foi poder aproveitá-las com mãos agradecidas.

Soluções simples.

Aceite as soluções e deixe lado a busca da perfeição. Podemos adiar indefinidamente a solução de um problema, com o nosso ímpeto perfeccionista, buscando uma solução ideal.

Com isso, acabamos perpetuando o problema e seus reflexos dele na nossa vida.

Em muitas das situações, temos que ser práticos, e resolver de pronto o que está nos incomodando.

Alguns problemas são complexos e vamos conviver com eles anos, mas a maioria dos problemas exige apenas uma ação simples, direta e objetiva.

Não vou reclamar.

Não quero começar o meu dia reclamando. Sei que não devo carregar de emoções negativas o dia que está apenas começando.

Não estou satisfeito com muita coisa na minha vida, mas a minha insatisfação não representa uma barreira para que eu me determine a ter uma vida melhor.

Quero me esforçar e assumir a responsabilidade sobre os eventos da minha vida, a despeito de toda imprevisibilidade que sei, é presente.

A vida é uma benção, e ver o sol nascer, soberbo e generoso, é uma graça de Deus.

Não abuse da boa vontade.

Não abuse da boa vontade dos outros e tampouco deixe que abusem da sua boa vontade.

As mulheres em especial, reclamam muito desse tipo de comportamento. Dizem os cientistas que elas foram desenvolvidas para gerar, cuidar e amar incondicionalmente, e quando essa atitude se estende para outros relacionamentos, pode ocorrer o abuso.