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Terceiro compromisso

Terceiro compromisso

Nós nos apressamos a tirar conclusões de tudo, tomar partido, julgar, condenar, enquadrar, e pior é que fazemos isso com coisas que não nos dizem respeito, e Don Miguel Ruiz nos leva a esta reflexão no terceiro compromisso.

Depois que tiramos tais conclusões e ruminamos um pouco na nossa mente, passamos a acreditar e defender, mesmo que não façam qualquer sentido.

Pare de julgar a todos como se fosse o juiz mundo

Pare de julgar a todos como se fosse o juiz mundo

Uma das cargas negativas mais pesadas que carregamos, tem a ver com o julgamento que fazemos constantemente das outras pessoas.

Não somos nós que ditamos as regras de comportamento das outras pessoas.

A maneira como cada um se veste, fala ou age é da conta de cada um.

Assim como não ditamos as regras, não podemos dar de uma de juiz, e dizer o que está certo e o que está errado.

Serenidade na maneira de falar

Serenidade na maneira de falar

Nós nos metemos em tantas confusões simplesmente pela maneira de falar, às vezes agressiva, e muitas vezes inflexível e prepotente.

Às vezes, os temas não são polêmicos, mas a maneira como colocamos, os tornam conflituosos, polêmicos, trazendo para a discussão muita má vontade e impossibilidade de convergência.

Dependendo da maneira como você fala, a outra pessoa pode entender uma coisa totalmente diferente. O conteúdo verbal é uma coisa, e a comunicação não verbal é outra.

Não rotule as pessoas

Não rotule as pessoas

Não saia rotulando as pessoas, como se fossem produtos de prateleira, itens de consumo, descartáveis, desnecessários.

Fulano é mesquinho, cicrano é interesseiro. Pare de rotular as pessoas, e não coloque rótulos em si mesmo.

Sempre que colocamos rótulos nos outros, estamos praticando um  julgamento, na maioria das vezes, preconceituoso.

Quando o fazemos em nós mesmos, estamos criando limitações nas quais acabamos acreditando.

Não alimente as fofocas

Não alimente as fofocas

Não coloque pilha nas fofocas, fique longe delas, não se envolva e não se identifique com elas.

Não crie fofocas. A grande maioria das fofocas tem a ver com coisas erradas que outras pessoas fizeram, ou algo de errado que aconteceu com outras pessoas. Não alimente o seu espírito com a desgraça alheia.

O que eu ganho com isso?

Disseminando as fofocas estamos nos alimentando do nosso próprio veneno.

Entenda o mundo que te cerca.

Perceba as pessoas, entenda o seu ponto de vista, seus gostos e desejos.

Entenda como as coisas influenciam sua vida e como você interfere na vida dos outros.

Estamos interconectados com coisas e pessoas, e como define o monge Thich Nhat Hanh. O verbo correto a se conjugar não é ser, mas sim interser, que significa ser junto com tudo que te cerca.

Procure estar em harmonia, entenda as forças que agem na sua vida. Lide bem com elas, aceitando o que está fora do seu controle, e assumindo a responsabilidade do que te cabe fazer, agir, mudar e decidir.

Muita energia tentando mudar o mundo.

Gastamos muita energia lutando para mudar a nossa realidade, correndo para ver as coisas diferentes, fazendo as coisas acontecerem.

No fundo, gastamos pouco tempo aproveitando o mundo tal qual ele é hoje.

Muito ímpeto transformador nos limita para usufruir o agora, o que está ocorrendo exatamente naquilo que está fazendo.

Se mudarmos a nós mesmos, o mundo à nossa volta vai mudar. Não porque temos um poder imenso, mas porque vamos enxergar o mundo de maneira diferente, e só isso vai fazer muita diferença.