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Coragem não é ausência de medo e sim a capacidade de agir a despeito do medo

Coragem não é ausência de medo e sim a capacidade de agir a despeito do medo

Temos muito medo, e isso é característica ancestral, gravada no nosso DNA, mas temos que aprender a lidar com isso de maneira mais adequada. Muito medo pode nos paralisar.

Quando criança, usamos ter medo de muita coisa, o escuro, o barulho, os movimentos bruscos, as vozes alteradas.

Com o tempo, com a ajuda dos adultos e educadores, aprendemos que o mundo não é assim tão perigoso. Aprendemos que podemos conviver com o perigo e com as ameaças. Sabemos hoje que temos as ferramentas, físicas e psicológicas, para lidar com elas.

A miragem e o perigo.

O perigo que enxergarmos pode ser pura miragem. Muitos perigos que imaginamos ali na frente não passam de ilusão de ótica. O futuro não é tão desastroso assim.

Sei que preciso ficar atento para as dificuldades, e tampouco posso caminhar de olhos fechados.

Tenho que observar a vida com realidade, sem amplificar ou reduzir. A vida é como ela é.

Coragem para ir além do conhecido.

Nos sentimos muito confortáveis no conhecido, e por isso resistimos tanto às mudanças.

Evitamos experimentar coisas novas e perdemos a chance de aprender, vivenciar experiências valiosas e conhecer pessoas que podem sim, se tornar amigos do peito.

Mas a insegurança e o medo estão sempre presentes. É o nosso ser ancestral falando, dizendo para ficar no conforto do conhecido.

Temos também o receio de enfrentar dificuldades inesperadas, e para isso, temos que nos encher de coragem, pois o futuro é desconhecido, e não queremos que ele seja uma repetição fiel do passado.

O perigo salta aos olhos.

Somos seres programados para enxergar o perigo em tudo. Uma face ameaçadora no meio da multidão, um barulho inesperado, ou mesmo um movimento brusco faz com que nos sintamos ameaçados.

Estamos numa reunião de trabalho, e algumas palavras ríspidas ditas em tom alterado também provoca o mesmo efeito e eleva o nosso nível de estresse.

Sentimos a pulsação aumentar, as mãos ficam frias, e é o nosso ser ancestral se preparando para lutar ou fugir.

Essa prontidão para reagir à ameaças pode provocar efeitos adversos no nosso organismo.