Perfeição Posts

Fazendo o melhor que posso.

Procuro sempre fazer o melhor que posso. Fazemos aquilo que está ao nosso alcance.

E fazemos da melhor maneira possível, nos empenhando, aprendendo, aprimorando, melhorando a cada dia.

Tenho uma satisfação em perceber as coisas que já aprendi.

Tenho uma satisfação maior em refletir sobre as coisas que ainda tenho para aprender, e a disposição que ora tenho para seguir melhorando.

Tentando fazer demais.

Às vezes nos pegamos tentando fazer demais.

Ninguém escapa da sensação de que não conseguiu terminar o que tinha que fazer no dia.

Mas sei que não preciso fazer tudo hoje, pois amanhã serei brindado com outras 24 horas novinhas em folha.

Isso serve para me aquietar um pouco, e me dar tranqüilidade ao chegar o final do dia e muitas coisas por terminar.

Às vezes nos sentimos assim, estressados e o dia nem bem começou.

O sonho acabou.

Triste saber que o sonho acabou.

Não todos os sonhos, mas algo que tanto desejamos foi por água abaixo.

Alguma coisa que almejados por muito tempo está fora do alcance – pelo menos nessa vida.

Isso pode acontecer com qualquer um, e é hora de cair na real.

Brigando consigo mesmo.

Você já se pegou brigando consigo mesmo?

Pare com essa discussão interna excessiva e inadequada.

Dê um crédito a si mesmo.

Acredito na sua capacidade. Você consegue.

Ele é perfeito.

Vivemos num mundo perfeito, mas imperfeito.

Perfeito, no sentido que tudo está no lugar e tudo é como deveria ser.

Imperfeito no sentido de que nada é como desejamos.

Isso vale também para as pessoas.

Ninguém é exatamente como desejamos, e está bem.

Quando colocamos alguém no pedestal de pessoa perfeita, estamos arrumando um motivo para nos decepcionarmos.

Não coloque ninguém num pedestal.

Ele vai cair de lá e você vai se decepcionar.

Desejar que o companheiro seja perfeito é normal.

Esperar que ele seja perfeito é fonte de frustração.

Exigimos muito dos outros e conseqüente de nós mesmos, e isso é um ciclo vicioso da insatisfação.

Esperamos muito dos outros, nos decepcionamos e ficamos tristes.

Nos esforçamos como nunca, e esperamos o reconhecimento que não vem e nos decepcionamos.

Ficamos impacientes com os outros e consigo próprio.

Aplicamos a regra da culpa pra si e para todos.

Entramos na eterna ruminação do mundo ideal que não existe, o mundo longe do razoável, longe do aceitável.

Nada precisa ser perfeito, ou seja, do jeito que eu quero.

O perfeccionismo no fundo é uma atitude prepotente.

Eu sou perfeito, portanto, não posso aceitar nada que não seja diferente de perfeito, no meu conceito.

Isso cobra um preço elevadíssimo, especialmente para mim mesmo.

Nada que eu faça está satisfatório, pois poderia ter sido melhor, perfeito.

É um paradoxo, pois nos colocamos acima de tudo e sempre nos sentimos abaixo da expectativa.

Quando colocamos alguém num pedestal, transferimos isso para outra pessoa, e isso acaba em desastre para os relacionamentos.

As pessoas não são perfeitas, mas não quer dizer que não são boas.

Posso não ser perfeito, mas sou capaz de coisas incríveis.

Posso errar, mas posso me dedicar de verdade e surpreender a mim mesmo.

Eu posso ser feliz com o mundo que está aí, e com as pessoas que aí estão.

Beco

Pare de reclamar das coisas que você não tem controle.

Jonathan Mead escreveu para o ZenHabits: se queremos ser felizes, porque agimos como bebês chorões?

Porque reclamamos todo tempo sobre coisas que não temos qualquer controle?

Mead tem apenas duas recomendações:

1-Estabeleça como prioridade ter consciência das vezes que você reclama, e isso inclui o julgamento que faz dos outros.

2-Analise se você está reclamando de coisas que estão totalmente fora do seu controle – o clima, o tempo, a natureza, se está frio, se está quente, se o tempo não é suficiente. Verifique se há algo que você possa fazer a respeito, ou se está fora do seu controle. 

Muitas coisas acontecem na nossa vida de forma diferente do nosso desejo. Muitos fatores interferem nos resultados, e grande parte deles está fora do nosso alcance.

Não realizamos nada sozinhos, e aquilo que outros fazem, depende da atitude, pensamento, comportamento e capacidade de cada um. Podemos planejar, prever, mas não podemos assegurar que as pessoas irão se comportar de acordo com o nosso desejo.

Sabemos disso tudo, é claro, mas não podemos evitar a nossa decepção quando os resultados nos frustram, e a tentação para sair reclamando e culpando os outros é muito forte.

Isso é improdutivo, prejudica os nossos relacionamentos e de quebra faz mal à nossa saúde e bem estar.

 Mas não há porque ficar neurótico a respeito disso. Um pouco de reclamação é natural para todo mundo.

Quando os amigos começam a fazer comentários sobre o seu comportamento: ”você reclama demais!” – isso deve acender uma luz amarela para você.

Na raiz das reclamações excessivas, está a prepotência.

O mundo tem que ser ao meu modo.

As pessoas devem agir e se comportar conforme o meu desejo.

As minhas idéias são as corretas.

O meu julgamento é o correto.

Mudar a si próprio é sem dúvida aquilo que está ao seu alcance.

Mudar a sua atitude frente à realidade é um grande passo para mudar a realidade para você.

As reclamações são grande parte da confusão mental que fazemos nas nossas cabeças. Um pouco de serenidade e aceitação fazem com que muitos problemas adquiram sua verdadeira dimensão, o que torna esse elenco de reclamações, palavras no vazio, desnecessárias.

 A oração da serenidade é sempre uma luz para o caso das reclamações, e fazer uma lista das duas categorias – a) eu controlo – b) eu não tenho qualquer controle – certamente ajuda muito.

Um pouco de altruísmo e generosidade sempre ajudam a ver o mundo com um novo olhar.

Experimente.

Procure ser mais satisficiente.

Aceite o satisfatório e o satisficiente, termo cunhado por Herbert Simon em 1956, ele que foi Nobel de Economia.

Muitos estudos foram realizados por acadêmicos, desde que Simon divulgou sua teoria sobre os maximizadores e os satisficientes.

O primeiro tipo têm uma tendência a procurar o melhor, enquanto que o segundo não é assim tão focado e se satisfaz com o aceitável.

Um artigo muito interessante da Universidade de Columbia, relata o estudo feito com estudantes que se graduaram e se empregaram- Doing better, Feeling Worse – se dando melhor e se sentido pior.

Aqueles com traços maximizadores detectados no estudo, conseguiram os melhores empregos, mas acabaram menos felizes que os satisficientes.

Esse traço é, conforme o estudo um marcador de infelicidade.

Já comentamos aqui sobre o perfeccionismo e sua correlação negativa com a felicidade.

São confirmações da mesma teoria.

Gretchen Rubin, comenta essa questão numa postagem do seu blog Project Happiness.

As pessoas satisficientes tomam a decisão uma vez que as condições atenderam os seus requisitos, ao passo que os maximizadores procuram as condições ideais e ao final ficam insatisfeitos com a decisão tomada.

Na verdade, comenta Gretchen, as pessoas apresentam uma mistura desses dois traços.

Segundo o blog Lawyers Wellbeing, ser satisficiente protege as pessoas da depressão. Os americanos estão hoje com um elenco tão farto de opções e escolhas que acabam sendo induzidos à maximização do resultado, e consequentemente infelizes com suas próprias escolhas.

Uma recomendação do blog, é prestar atenção nas suas escolhas e como você examina as alternativas. As mínimas escolhas retratam o seu processo mental seja de maximizador ou de satisficiente.

Não se compare muito com os outros, pois isso é um comportamento maximizador e conduz á infelicidade.

Fique atento para a adaptação hedônica e se afaste um pouco do materialismo.

Analise como você examina as alternativas e qual é o processo para chegar à decisão final.

Se afaste também de tantos amigos maximizadores.

Beco