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As barreiras do perdão.

Há muitas barreiras do perdão, e vale a pena discorrer um pouco sobre elas. Devemos fazer sempre um esforço para perdoar, pois sabemos que o perdão é um ato de amor consigo mesmo. Também não devemos perder a oportunidade de ajudar o outro a perdoar.

Quem já fez o percurso e aprendeu algumas técnicas boas para perdoar, deve ensinar o outro, sempre que a situação exigir e permitir.

O perdão não significa necessariamente a reconciliação, a aceitação de ato condenável, ou mesmo se fazer de capacho. Temos que assumir o perdão como um ato individual. Pode não ter qualquer desdobramento para a pessoa perdoada, a não ser que você escolha expressar o ato de perdoar.

Somos iguais no sofrimento.

Os homens são iguais no sofrimento, e por isso, a maior virtude é o exercício da compaixão.

Sentir a dor do outro e ter uma urgência de fazer alguma coisa para que essa dor cesse, é a experiência da compaixão.

Essa cultura do materialismo, status e correria sem limites em cima de uma esteira hedônica, nos leva a crer que podemos ser superior em alguma coisa. Adquirimos o costume de olhar os outros de cima para baixo, mas tudo isso é uma ilusão.

Pessoas do convívio que se vão.

As pessoas nos deixam uma hora ou outra, e isso também vai acontecer conosco.

É uma dor imensa a partida de entes queridos, mas temos que entender o caminho iluminado que seguem.

Cada um tem a vida iluminada que lhe foi reservada.

Influímos na vida dos outros e assim mesmo somos influenciados.

Quando nos lembramos dos amigos que partiram, logo vêm na memória as lições que aprendemos juntos, e aquelas que eles nos ensinaram, a despeito da nossa cabeça cura e teimosa.

As perdas.

A nossa vida é marcada por perdas de amigos e familiares.

Parece que ficamos sós, ou que algo muito valioso nos foi retirado repentinamente.

A fé numa Força Superior, e a crença dos caminhos traçados, e para os quais não temos qualquer controle, devem nos prover de serenidade para atravessar mais essa etapa.

Nem tudo é alegria nessa jornada, e caminhamos ganhando novos amigos e perdendo outros queridos.

Os dons espirituais que surgem com a tristeza.

Uma perda, um rompimento são motivos mais do que suficientes para se sentir uma tristeza profunda.

Uma tristeza sentida com autocompaixão traz de dentro de nós, dons espirituais antes difíceis de se notar.

Quando estamos em sofrimento, tudo que precisamos é alguém que nos pegue no colo e nos embale.

A autocompaixão é a capacidade de fazer isso consigo mesmo, se acalentar, com grandeza e generosidade.

Indignação com Deus.

Há momentos em que a dor é indescritível, a perda irreparável de um familiar próximo, uma separação, uma doença incurável dentre outras situações.

Mesmo sendo pessoas espiritualmente enriquecidas, pode ser inevitável sentir uma raiva incontida, um desconforto enorme, e até uma indignação com Deus.

Não se preocupe, Deus vai te entender.

Um coisa que aprendi e procuro praticar para não me esquecer, é o exercício da compaixão. E procuro fazer sempre para fazer melhor a cada dia.

A culpa pode nos consumir.

Pare de se culpar tanto, e pare de culpar os outros.

A culpa, como já comentei, é um sinal de prepotência.

Confrontamos as ações dos outros e as nossas próprias ações contra um padrão excessivamente elevado e prepotente.

O resultado só pode ser culpa para todo mundo.

A culpa é um sentimento recorrente, limitante e incapacitante.