Paz Posts

A serenidade é um cobertor quente e aconchegante.

Às vezes estamos deitados inquietos e com frio.

Nos remexemos, não encontramos posição, até que percebemos que estamos é com frio.

Pegamos um cobertor, e devagarzinho vamos sentindo o calor aconchegante tomar conta da gente.

Vamos nos acalmando e nos aquietando e adormecemos serenamente.

O mesmo acontece quando estamos despertos, mas tão confusos que sequer conseguimos conduzir as atividades do cotidiano, atormentados que estamos por tantos problemas que passa pela nossa mente.

Recorremos à Oração da Serenidade, lemos diversas vezes, nos compenetramos, e assim como um cobertor aconchegante, sentimos a serenidade neutralizar todo o medo que sentimos.

Vamos cessando o frenético diálogo mental consigo mesmo.

Deixamos de lado o passado. Deixamos aquietar as preocupações acerca do futuro.

Deixamos o calor da serenidade tomar conta de nós.

Ao deixarmos os pensamentos saírem da nossa mente, calmamente, deixamos a natureza que nos cerca preencher cada pequeno espaço do nosso ser.

O silencio do quarto, a penumbra, o barulho da chuva caindo, um cachorro que late ao longe, cada expressão da natureza preenche e expulsa a nossa inquietação interna.

Se libere também dessa vontade de controlar tudo na sua vida.

Muita coisa está fora do seu alcance, e está bem assim. Aceite a vida como ela é.

Tenha sempre à mão a Oração da Serenidade, ela será a fiel companheira nos momentos de grande perturbação.

Quando estamos na correria do cotidiano, não encontramos tempo para nada, mas quando somos tomados pela serenidade, nos sobra tempo para tudo que temos que fazer.

A serenidade é o porto seguro, é a proteção divina e a paz consigo mesmo.

Beco

Todos nós precisamos de um momento tranqüilo.

Hoje escrevo a postagem no aeroporto. Algo totalmente inusitado para mim, mas a semana de trabalho sofreu reprogramações e não pude fazer diferente.

Entre vôos, conexões, esperas e aeroportos, me vem o pensamento de que todos nós precisamos de um momento tranqüilo, um momento de paz.

A noite chega devagarinho, e quando esta postagem entrar no ar, ainda estarei voando o último trecho desta viagem.

Precisamos de um momento só para nós, sem demandas, prazos, multas ou cobranças.

Um momento sem esperas, expectativas, julgamentos, sem críticas, enfim, um momento sem compromissos ditos sérios.

Sei que podemos sempre nos compenetrar no momento presente, exercitar a respiração e nos abstrair do agito dessa praça de alimentação, mas agora, valorizo imensamente a traquilidade física e real, sem estímulos avulsos, descoordenados e indesejáveis.

Um momento tranqüilo na jornada diária é como uma jóia encontrada no mercado de pulgas.

Li outro dia uma recomendação de tomar cada momento do dia, fazendo de cada episódio uma experiência leve e tranqüila, de modo que ao final do dia teria uma corrente formada por inúmeros elos de tranqüilidade.

Confesso que estou muito longe disso, embora deseje ardorosamente levar a vida mais leve, sem correria, ansiedade e algumas decepções.

Sei também, e continuo buscando trazer isso lá de dentro, as expectativas impregnadas de paz e aceitação.

Aprendi que nessa exata hora, devo aceitar as coisas que me fazem sorrir.

A banda que toca harmoniosamente no piso inferior.

A moça agradecida que compartilha a minha mesa. Agradecida porque a ajudei com o seu computador que insistia em não ligar.

A paz não é o que se deseja, mas o que se faz, o que se constrói, o que se é, e também o que se deixa ir.

E assim, vou deixar ir o cansaço da espera e da ansiedade.

Beco

Pedir e agradecer.

Aprendemos tanto com nossos pais, que mesmo depois de sua partida, as lições nos são reveladas.

A semana passada fui visitar e conhecer um senhor, hoje com 82 anos, que comentou os tempos de infância quando vivia na mesma comunidade com minha mãe, ela adolescente, e ele garoto, aprendendo com ela as primeiras lições de alfabetização e até de exercício matinal.

As conversas tão longe no tempo, me veio na lembrança uma lição que meu avô nos deixou.

Todos os dias temos que pedir e agradecer.

Na verdade, tempos sempre motivos para pedir e agradecer.

Estamos recebendo inúmeras graças todos os dias, e temos um tanto de coisas que gostaríamos que acontecesse. Pedimos pela luz nas nossas decisões, e quando somos iluminados, devemos agradecer.

Muitas vezes queremos o pacote pronto, o carro todo equipado, que não nos damos conta que as coisas nos são dadas em doses valiosas e pequenas, todos os dias.

Me dei conta, a partir da lição do meu avô, que agradecemos as bênçãos porque estamos em paz com o passado, e pedimos adiante porque temos uma visão otimista do futuro.

Essa paz, serenidade e otimismo, nos atenua os males e dores que hoje eventualmente sentimos, e nos coloca firme e seguro no caminho do crescimento.

Hoje agradeço pela família que tive e tenho, e pelas lições que me foram passadas e outras tantas que ainda vou me dar conta.

Beco

Longe da aglomeração das ruas.

Quando estamos no campo, na tranqüilidade da nossa casa, encontramos a paz necessária para uma introspecção e mergulho no nosso íntimo.

No burburinho dos cafés, na agitação dos shows e das festas é praticamente impossível refletir sobre algo profundo. É claro que o momento é de curtir a movimentação.

Mas quando se trata de reflexão, de buscar a serenidade, precisamos da calma do nosso cantinho, de um retiro.

Alguns amigos têm participado de retiros espirituais, e acredito que eu mesmo vou experimentar um dia desses.

Para mim, a manhã de domingo, quando escrevo as postagens da semana é um momento de muita calma e isolamento. É um momento quando até os cachorros se aninham e se calam como se tivessem alcançado a serenidade desejada.

Como lembra Thich Nhat Hanh no seu livro Paz a Cada Passo, os sentidos são as janelas para o mundo. Se deixamos sempre as janelas abertas, o vento entra e desarruma as coisas em cima da mesa, os sons e o barulho nos perturbam.

Há pessoas que deixam sempre as janelas abertas com o medo do isolamento e da solidão, e assim ficam permanentemente com os sentidos ocupados com os estímulos externos.

Precisamos fechar as janelas para permitir que os nossos sentidos se voltem para o nosso eu interior.

Precisamos fechar as janelas para deixar a poeira se assentar.

Lembra ainda o monge, que cada minuto é um milagre, e a correria do cotidiano não nos permite usufruir plenamente cada momento. Estamos sempre comendo o prato principal pensando na sobremesa. Vamos ao teatro e pensamos no que se passa em casa. Estamos no trabalho pensando no congestionamento do trafego ao sair.

Estamos correndo de objetivo em objetivo, sem apreciar o caminho, o trajeto.

Parar por um momento, reduzir o ritmo parece sempre uma resistência à vida moderna, um ato de rebeldia digno de punição, mas é sim, uma trégua para si mesmo, um conforto e uma recompensa.

Quando fazemos isso por um dia, uma hora, um momento, os próximos passos ganham sentido, os propósitos e objetivos se tornam claros e a vontade é revigorada.

Beco

Em paz por inteiro.

Às vezes sonhamos em ter um pouco mais de paz no trabalho, ou imaginamos a mesma coisa em casa.

Eu aprendi que a paz deve vir na vida, por inteiro.

Quando buscamos a paz e a serenidade, devemos buscar em todos os aspectos da vida, em todos os momentos do cotidiano.

Somos atropelados por diversos flancos, perdemos a serenidade e não conseguimos perceber o que está atrapalhando mais.

É claro que podemos e devemos buscar as soluções onde os problemas ocorrem, mas a paz deve vir para ajudar em tudo.

A paz pode vir por inúmeros processos, e cada pessoa vai descobrir o que funciona melhor para si mesmo.

A paz espiritual é muito poderosa, e acreditar que não estamos sós, que não estamos abandonados, nos traz um alento nos momentos tristes e adversos.

E quando acreditamos que uma Força maior vai atuar quando todas as forças não dão conta, nos eleva para um nível mais alto da compreensão do mundo, da natureza, de nós mesmos.

Estar em paz com a imperfeição nos alivia do estresse de achar que tudo está errado, que tudo está faltando, que todos falharam e que o mundo está perdido. O perfeccionismo é uma batalha perdida, pois impulsiona as pessoas a sempre desejarem que as coisas sejam diferentes e isso não deixa qualquer espaço para apreciar plenamente as coisas, os momentos, os relacionamentos.

Trabalhar a aceitação, tendo sempre à mão a oração da serenidade é sempre uma empreitada com muito resultado.

A vida não é justa e ainda assim vale a pena ser vivida.

As injustiças onde o nosso julgamento aponta, não devem nos impedir de fazer a nossa parte e ser feliz a despeito disso tudo.

Quando somos os alvos da injustiça, corremos o risco de ficar imobilizados envoltos numa pena de si mesmo.

Quando acontece com os outros, podemos ficar também imobilizados num estado de comiseração e reclamação sem fim.

De novo a aceitação tem que ser trabalhada – mais oração da serenidade.

A pratica da meditação é também valiosa, e pode te colocar em harmonia – você consigo mesmo e você com tudo que te cerca.

Descubra você próprio um receituário que funcione para você.

Descubra as coisas que te livram do muro das lamentações, e que tenham o poder de transformar o melodrama do cotidiano.

Beco

Oração.

Para que nós oramos?

Para quem oramos?

Alguém ouve as nossas preces?

Não é para lembrar ao nosso Deus das nossas necessidades, nem é para fazer promessas, barganhas com uma Força Superior lá em cima que oramos.

É na verdade para nos lembrarmos mais, da nossa natureza espiritual.

É na verdade para, pouco a pouco, e a cada dia, mudar a nossa natureza.

A nossa natureza espiritual é o centro sagrado do nosso ser, aquilo que não adoece, que não é maculado e que não se deforma.

Oramos para aquilo que está fora do nosso controle.

Oramos para que nos seja concedido a luz, a serenidade e a coragem.

Não há nada de errado em seguir pedindo, de ser repetitivo.

Se ELE já sabe o que precisamos porque oramos?

Se ELE está no controle, para que oramos?

Sabemos que a fé afeta o nosso estado físico, melhora a nossa saúde.

A fé também reduz o estresse e a ansiedade.

A oração nos ajuda a nos conectarmos com o nosso eu interior.

Ouça na sua voz interior, o convite para a oração.

A oração é a nossa conexão com algo além de nós, acima de nós.

Na oração, deixamos momentaneamente tudo de lado, e com isso, os nossos problemas são reduzidos à sua real proporção.

Inúmeros estudos científicos, conduzidos por pesquisadores médicos tentam encontrar uma correlação clara da oração com a saúde, e um deles é o publicado pela CNN – Probing the power of prayer – um estudo conduzido com pacientes cardíacos no Hospital St.Luke de Kansas City.

Outro estudo, este cheio de controvérsias, foi publicado na revista TIME, sobre os experimentos conduzidos no Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos.

O fato é que na oração, nos sentimos estimulados a exercitar a compaixão, a generosidade, a empatia e a fraternidade.

A oração é como a chave da porta que se abre para o relacionamento com o DEUS da sua crença.

Experimente a oração da serenidade, a minha preferida para qualquer ocasião.

Deixe a poeira assentar.

Deixe a poeira assentar e a fumaça dissipar.

No meio da nuvem de poeira não é possível se enxergar os caminhos, e nos sentimos imobilizados nas decisões.

Muito daquilo que vejo turvando a minha visão é o calor emocional do que está acontecendo.

Nessa situação, é bom deixar a coisa se acalmar não só pra gente, mas também para as outras pessoas.

Como já comentei, a água, no fundo do lago é sempre calma. Devemos portanto, num momento de agonia e dificuldade, buscar a paz interior e a serenidade, para assim enxergar os caminhos que temos que seguir.

Não sabemos se as coisas são boas ou más, pois ao longo do tempo, o nosso julgamento pode mudar, mas sabemos que tudo passa, e isso também vai passar.

O mal estar, o desespero, o coração partido, tudo passa.

Um pequeno repouso forçado, a quietude, a meditação e a paz podem trazer a luz de que você está precisando.

Ao observarmos o problema com um adequado afastamento emocional, ele assume para nós, a sua real dimensão.

Quando nos defrontamos com um problema, ficamos ávidos por resolvê-lo, e isso nem sempre é a melhor abordagem. Para todo problema há uma solução rápida, fácil e equivocada. É bom deixar a fervura passar para pensar na situação com mais calma.

Quando agimos na emoção, deixando a raiva assumir nossas reações, fazemos e dizemos coisas que nos arrependemos mais adiante.

Quando a poeira assentar, muita coisa que te atormenta vai parecer menos importante – é a serenidade pedindo passagem.

Beco