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Receba o não com tranquilidade.

Na nossa vida, vamos ser brindados com um não, inúmeras vezes, mas não devemos desanimar.

Temos que receber o não com tranquilidade, com serenidade. Quem recebe um não de cabeça erguida, sem agressividade, está realmente pronto para receber um sim da próxima vez. E se prestarmos atenção, vamos ver que recebemos mais sim do que não, e isso deve ser entendido como uma evidência de que a vida não é assim tão recheada de negativas.

Mas receber negativas com tranquilidade, sem levar tão pessoalmente.

Muitas vezes, o não é revestido de um talvez, provavelmente no futuro, depois que as condições melhorarem, e temos que olhar a circunstância com tranquilidade.

O silêncio oportuno.

Há sempre o silêncio oportuno. Há momentos que temos que calar. Deixar o silêncio tomar conta. Deixar que o silêncio solucione ou encaminhe alguma questão.

Diz um ditado antigo que o silêncio é de ouro, e isso vale justamente nas situações onde falar pode atrapalhar.

O mundo de hoje é profundamente carregado de ruído, e não me refiro ao ruído físico, mas aquele emocional, palavras soltas sem significado, mensagens vazias e muita conversa fiada.

Muitas vezes o silêncio é o mais adequado, pois ele fala por si.

Falar pode complicar ou prejudicar o entendimento de alguma questão, e silenciar pode apaziguar os ânimos.

O mundo em desordem.

Não raro olhamos o mundo em desordem, criticamos as mínimas coisas que não se encaixam no nosso conceito de perfeição.

O mundo não precisa ser colocado em ordem, parafraseando o famoso escritor Henry Miller, pois o mundo é a própria materialização da ordem.

É muita prepotência de nossa parte achar que sabemos como o mundo deve caminhar e a maneira como as pessoas devem conduzir suas vidas.

Aquilo que não compreendemos, devemos aceitar que alguma compreensão virá com o tempo, e pode não vir nunca. Nem mesmo assim, devemos achar que o nosso julgamento do que é certo e errado deve prevalecer.

Ouvindo a voz interior.

A nossa voz interior é tímida, e se cala a qualquer barulho.

Fazemos tanto estardalhaço que é impossível ouvir a própria voz interior.

É uma voz sensível, tímida, e é preciso colocar especial atenção para captá-la e por isso mesmo, temos que calar a nossa voz exterior.

Ela se retrai a qualquer gritaria, temos que nos isolar de tanto ruído mental.

Respirar compassadamente, entrar em harmonia e finalmente ouvir, com atenção, com gentileza e honestidade.

Eu não sou tudo isso.

Não posso me esquecer disso todos os dias.

Não sei tudo, não sou o dono da verdade e nem tenho tanto poder assim.

Tenho que dar um basta à minha prepotência.

Tenho que parar com a mania de ter sempre algo a acrescentar, algo para opinar, simplesmente falar quando deveria me calar e ouvir.

Fechar a boca por um tempo.

Apesar do meu empenho em ouvir mais, tem sido difícil fechar a boca por um tempo para dar chance aos ouvidos trabalharem um pouco.

Afinal, é praticamente impossível ouvir adequadamente quando estamos falando, ou mesmo quando estamos preparando a nossa fala.

Assim é que deixamos de ouvir qualquer coisa, pois estamos, ou falando ou nos preparando para falar.

Não seja teimoso.

O que será que acontece conosco que a teimosia nos invade de repente?

Isso realmente é um incômodo nos relacionamentos.

Na relação conjugal isso pode crescer como um muro de Berlin. Mal nos damos conta e já estamos estressados com tanta teimosia.

A intolerância é uma das fontes da teimosia.

A intransigência e o perfeccionismo outros fatores pesados.