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Perdoar é quase esquecer

Perdoar é quase esquecer

Aprender a perdoar é uma prática para todos os dias, e perdoar é quase esquecer.

Quando experimentamos o perdão, um pouco de cada vez, é inevitável sentir um alívio no coração.

Quando sentimos rancor e ressentimentos por eventos passados, sentimos como se uma máquina impiedosa apertasse o nosso coração. Especialmente quando respiramos fundo, sentimos como se algo nos estrangulasse por dentro.

Não se menospreze e pare de se fazer de capacho dos outros

Não se menospreze e pare de se fazer de capacho dos outros

Goste de si mesmo, se valorize e não se faça de objeto dos outros.

Não seja masoquista.

Perceba quando está sendo feita de capacho, e procure evitar tais situações, sem rancor e sem ressentimentos.

Apenas se afaste das pessoas e das situações.

Pessoas intratáveis:

Já comentei no passado sobre: tratando pessoas intratáveis.

Não devemos tolerar agressões, e na iminência de acontecer, devemos tirar o time, dar uma trégua, ou fazer qualquer coisa, menos ficar para receber a agressão.

Algumas pessoas, têm dificuldade de lidar com os próprios traumas e deficiências, e desenvolvem uma atitude beligerante, agressiva, com quer que seja.

Não estamos aí para isso. Ninguém merece.

Agressão:

Quando a agressão e os maus tratos forem freqüentes:

-Não se sinta culpado. Muitas vezes acontece sem sua interferência.

-Não fique para receber a agressão.

-Deixe a pessoa perceber o que está errado – a agressão.

-Ajude-a a se livrar desse defeito – é tudo que você pode fazer.

-Se trate bem, se trate com respeito.

-As pessoas carregam o egoísmo dentro de si – algumas equilibram – outras extrapolam – preste atenção.

-Procure ajuda profissional para você e para o agressor.

Será que você está se fazendo de capacho?

-Se você está sempre concedendo, dando e não está recebendo nada, você pode estar estimulando o fenômeno do capacho.

-Se você não vocaliza, não dá opinião e se deixa levar pelos outros com freqüência também está ajudando.

Não sou um leitor freqüente de Oprah, mas o site dela tem um artigo interessante sobre o assunto, com perguntas adicionais para você identificar o comportamento de capacho.

Oprah – Don’ be a doormat.

Vale à pena ler o artigo, e transcrevo aqui as perguntas:

1-Eu minto sobre os meus sentimentos com medo de desagradar alguém?

2-Eu espero que as pessoas se dêem conta de que cheguei no limite mas não digo nada?

3-Eu fico paralisada quando me perguntam o que quero, gosto ou penso?
4-A minha lista de coisas para fazer está cheia de coisas que não quero e que não gosto?

5-Eu como, choro, fumo e bebo quando estou com raiva?

6-Às vezes me sinto esgotada e explodo com os meus amados e depois me sinto muito mal.

7-Entro em pânico quando penso que alguém pode me desaprovar ou não gostar de mim?

8-Me sinto orgulhoso quando passo por cima das minhas necessidades para agradar os outros?
9-Fico ressentido fazendo coisas para outras pessoas?

10-Reclamado das pessoas e suas demandas quando estas não estão presentes?

Rubens Sakay (Beco)

Casais que perdoam

O perdão é um ato de amor consigo mesmo, e quando o perdão abre caminho para reconciliações e entendimentos, ele é um forte antídoto para os males dos relacionamentos.

Estudos científicos conduzidos pelo prof. James McNulty da Universidade do Tennessee, mostraram que casais propensos a perdoar uns aos outros são mais felizes.

Perdão faz bem ao casamento, mas deve-se cuidar para não se fazer de capacho.

Quando o cônjuge perdoa sucessivamente os maus tratos do parceiro ou parceira, acaba infeliz.

Impossível perdoar.

As vezes pensamos ser impossível perdoar. Há pessoas difíceis, e podemos até pensar, impossíveis de se perdoar.

Como perdoar alguém que nos causou mal, e deseja que o nosso mal se agrave?

Como perdoar alguém que não dá a mínima se perdoamos ou não?

Como perdoar alguém que nutre por nós um profundo desprezo, mesmo depois de nos causar algum mal?

Homens não choram, mulheres não discordam

Aprendemos desde pequenos alguns estereótipos que nos limitam, e que exigem uma desprogramação mental para nos livrarmos deles.

Meninos e meninas são programados de maneiras diferentes. Enquanto nós somos criados para sermos machos, duros e fortes diante das adversidades, as meninas são educadas para serem mais cordatas e tanto uns quanto outros lutam com tais limitações à medida que a vida real se descortina.

Os homens aprendem que podem sentir a dor, mostrar emoção e chorar, e principalmente reconhecer que sofrem e sentem insegurança quando a coisa pega feio.

As barreiras do perdão.

Há muitas barreiras do perdão, e vale a pena discorrer um pouco sobre elas. Devemos fazer sempre um esforço para perdoar, pois sabemos que o perdão é um ato de amor consigo mesmo. Também não devemos perder a oportunidade de ajudar o outro a perdoar.

Quem já fez o percurso e aprendeu algumas técnicas boas para perdoar, deve ensinar o outro, sempre que a situação exigir e permitir.

O perdão não significa necessariamente a reconciliação, a aceitação de ato condenável, ou mesmo se fazer de capacho. Temos que assumir o perdão como um ato individual. Pode não ter qualquer desdobramento para a pessoa perdoada, a não ser que você escolha expressar o ato de perdoar.

Orgulho temperado com humildade.

Devemos nos orgulhar de tudo que nos diz respeito. Estar vivo já é uma benção, e viver a vida abençoada com tantas graças, é um verdadeiro privilégio.

Nos orgulhamos do país em que vivemos, da família, do próprio nome, da cidade natal e de tantas outras circunstâncias.

Mas temos muito orgulho especialmente das coisas que fazemos, das nossas realizações. Isso é bom e saudável, desde que temperado com humildade.

O orgulho sem humildade desagua na arrogância e prepotência, verdadeiras barreiras ao crescimento pessoal.

Há sempre um ponto de equilíbrio entre gostar de si próprio e ser individualista.