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Ao fazer as orações, inclua também os seus desafetos

Quando fazemos uma reflexão da nossa caminha de crescimento pessoal, a nossa melhor versão clama por uma atitude mais generosa, mais honesta e mais compassiva.

Quando fazemos as nossas orações é um momento precioso para fazer isso.

O maior exercício de humildade e desprendimento é pedir pelos seus desafetos nas suas orações. Vai perceber, ao praticar isso, uma leveza no coração, um alimento para a sua paz e felicidade. Isso vai aliviar os seus ressentimentos, que no final é veneno para você mesmo.

A ansiedade por querer demais.

A ansiedade pode esconder muitas coisas, e uma delas é querer demais as coisas que estão fora do nosso alcance.

Queremos mudar o mundo, até porque não o aceitamos tal qual ele é.

Para esse caso, nada como uma oração da serenidade, repetidas vezes para nos revelar e nos curar de tanta ansiedade.

Outro fator que aumenta a ansiedade é buscar e querer resultados rápidos demais.

Ver a vida como um presente.

A vida é um presente.

É um presente divino.

As conquistas e as realizações são bênçãos, e o melhor é que eu fiz por merecer cada uma delas.

Sei que a recompensa vem do esforço que tenho feito de me tornar uma pessoa melhor – um dia de cada vez.

Sei que aquilo que recebemos está diretamente relacionado com a gratidão pelo que já recebí.

A serenidade é um cobertor quente e aconchegante.

Às vezes estamos deitados inquietos e com frio.

Nos remexemos, não encontramos posição, até que percebemos que estamos é com frio.

Pegamos um cobertor, e devagarzinho vamos sentindo o calor aconchegante tomar conta da gente.

Vamos nos acalmando e nos aquietando e adormecemos serenamente.

O mesmo acontece quando estamos despertos, mas tão confusos que sequer conseguimos conduzir as atividades do cotidiano, atormentados que estamos por tantos problemas que passa pela nossa mente.

Recorremos à Oração da Serenidade, lemos diversas vezes, nos compenetramos, e assim como um cobertor aconchegante, sentimos a serenidade neutralizar todo o medo que sentimos.

Vamos cessando o frenético diálogo mental consigo mesmo.

Deixamos de lado o passado. Deixamos aquietar as preocupações acerca do futuro.

Deixamos o calor da serenidade tomar conta de nós.

Ao deixarmos os pensamentos saírem da nossa mente, calmamente, deixamos a natureza que nos cerca preencher cada pequeno espaço do nosso ser.

O silencio do quarto, a penumbra, o barulho da chuva caindo, um cachorro que late ao longe, cada expressão da natureza preenche e expulsa a nossa inquietação interna.

Se libere também dessa vontade de controlar tudo na sua vida.

Muita coisa está fora do seu alcance, e está bem assim. Aceite a vida como ela é.

Tenha sempre à mão a Oração da Serenidade, ela será a fiel companheira nos momentos de grande perturbação.

Quando estamos na correria do cotidiano, não encontramos tempo para nada, mas quando somos tomados pela serenidade, nos sobra tempo para tudo que temos que fazer.

A serenidade é o porto seguro, é a proteção divina e a paz consigo mesmo.

Beco

Oração.

Para que nós oramos?

Para quem oramos?

Alguém ouve as nossas preces?

Não é para lembrar ao nosso Deus das nossas necessidades, nem é para fazer promessas, barganhas com uma Força Superior lá em cima que oramos.

É na verdade para nos lembrarmos mais, da nossa natureza espiritual.

É na verdade para, pouco a pouco, e a cada dia, mudar a nossa natureza.

A nossa natureza espiritual é o centro sagrado do nosso ser, aquilo que não adoece, que não é maculado e que não se deforma.

Oramos para aquilo que está fora do nosso controle.

Oramos para que nos seja concedido a luz, a serenidade e a coragem.

Não há nada de errado em seguir pedindo, de ser repetitivo.

Se ELE já sabe o que precisamos porque oramos?

Se ELE está no controle, para que oramos?

Sabemos que a fé afeta o nosso estado físico, melhora a nossa saúde.

A fé também reduz o estresse e a ansiedade.

A oração nos ajuda a nos conectarmos com o nosso eu interior.

Ouça na sua voz interior, o convite para a oração.

A oração é a nossa conexão com algo além de nós, acima de nós.

Na oração, deixamos momentaneamente tudo de lado, e com isso, os nossos problemas são reduzidos à sua real proporção.

Inúmeros estudos científicos, conduzidos por pesquisadores médicos tentam encontrar uma correlação clara da oração com a saúde, e um deles é o publicado pela CNN – Probing the power of prayer – um estudo conduzido com pacientes cardíacos no Hospital St.Luke de Kansas City.

Outro estudo, este cheio de controvérsias, foi publicado na revista TIME, sobre os experimentos conduzidos no Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos.

O fato é que na oração, nos sentimos estimulados a exercitar a compaixão, a generosidade, a empatia e a fraternidade.

A oração é como a chave da porta que se abre para o relacionamento com o DEUS da sua crença.

Experimente a oração da serenidade, a minha preferida para qualquer ocasião.

Peça também pelos seus desafetos nas suas orações.

O maior exercício de humildade e desprendimento é pedir pelos seus desafetos nas suas orações. Vai perceber, ao praticar isso, uma leveza no coração, um alimento para a sua paz e felicidade. Isso vai aliviar os seus ressentimentos, que no final é veneno para você mesmo.

Sabemos o quanto é duro pedir o bem, justo para aqueles que nos fizeram mal.

Quanto mais duro sentimos a tarefa no nosso coração, é sinal do quanto é grande a carga negativa que estamos carregando desnecessariamente, e com prejuízo para o nosso bem-estar e nossa felicidade.

Não faça uma oração exclusiva para os seus desafetos.

Comece a oração pedindo pelos seus entes queridos, os amigos do peito e finalmente passe para os desafetos.

Se você começar com os desafetos, vai acabar desistindo.

Deixe o seu coração amolecer um pouco, deixe a camada de gelo derreter, para então, com muito carinho consigo mesmo, orar por quem ainda machuca o seu coração.

Não peça para o seu Deus tirar os defeitos da outra pessoa. É possível que ELE não enxergue essas coisas como defeitos. Peça que ELE ilumine o caminho dessas pessoas, e que elas sejam ajudadas a encontrar o caminho do crescimento, e que eles encontrem a graça de viver em paz.

Mesmo que você não chegue a amá-los como diz o livro sagrado, isso vai amenizar a raiva e o ressentimento dentro de si.

Vai te trazer paz e bem-estar.

É possível que você não queira ver os desafetos, falar com eles, se relacionar, mas a oração é um ato íntimo, e acontece somente entre você e o Deus da sua crença.

É também possível que você não venha mais a encontrar os seus desafetos, e eles não venham sequer a cogitar que você pediu por eles, e ainda assim, a oração vai te fazer bem.

E de quebra, se em alguma oportunidade, você puder, pessoalmente, fazer um bem a eles – faça de coração.

Beco