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Não é feio pedir emprestado

Não é feio pedir emprestado

Temos que pedir ajuda sempre que necessitamos, e não há razão nenhuma para vivermos isolados.

Podemos também pedir emprestado, e não há nada de errado.

Importante – Não estou falando de dinheiro.

A discussão antiga sobre o materialismo e a felicidade

A discussão antiga sobre o materialismo e a felicidade

Dinheiro traz felicidade?

Devo comprar um bem ou investir numa viagem de férias?

É uma luta diária se se proteger um pouco de tanto apelo materialista.

O novo modelo do celular, o carro novo, a roupa de marca, a aparência, a imagem, enfim, vem de todos os lados.

Devemos entender que a escalada do materialismo é fonte segura de realização apenas para as grandes corporações, e não para nós, simples indivíduos.

Esses poderosos arrumaram até um mecanismo para não termos que nos deslocar para o shopping center para comprar as últimas novidades, podemos fazer isso pela internet.

Leo Babauta do ZenHabits passa algumas recomendações para se livrar do materialismo.

O mais importante – cuide de si mesma

O mais importante – cuide de si mesma

Fazemos tantas coisas na vida, nos preocupamos com a família, o trabalho, e não raro, descuidamos de nós mesmos, da nossa saúde, do nosso equilíbrio, da espiritualidade.

A vida é muita curta para ficarmos vivendo a vida dos outros. É um desperdício de tempo e de energia, focar muito no que os outros pensam, fazem, compram, onde moram, deixando com isso de cuidar daquilo que te interessa, a sua própria vida. Enquanto cuidamos muito da vida dos outros, a nossa vida fica sem piloto. O nosso barco fica à deriva, sem rumo, e vai acabar em algum lugar indesejável.

O que eu quero e preciso

O que eu quero e preciso

O que eu quero pode não se o que preciso.

Às vezes a minha percepção pode estar enviesada quanto ao que estou querendo neste momento e a minha real necessidade. O hábito nocivo de querer o que não preciso é próprio de quem está anestesiado correndo na esteira hedônica. Não preciso do carro novo, e tenho que ter em conta que o cheiro de novo passa muito rápido.

Mais dinheiro, uma viagem ao exterior, um carro novo, uma casa maior, tudo isso pode não ter relação com aquilo que realmente preciso.

De repente, a minha real necessidade pode ser coragem para enfrentar um problema sério. Ou serenidade para encontrar a solução, humildade para procurar ajuda, e gratidão para reconhecer uma ajuda amiga.

O amor não é um luxo.

Não podemos viver sem amor, e temos que descarta de vez a ideia de que o amor é um luxo, pois ele é uma necessidade, não podemos viver sem ele.

O amor é nutrição, é o ar que respiramos. Não há uma só pessoa que dispense o amor.

Damos o máximo de valor ao amor, mas nos esquecemos dele no dia-a-dia.

A correria nos coloca em piloto automático e acabamos muito econômicos no amor às pessoas caras do nosso convívio, e especialmente consigo mesmo. Nos deixamos de amar, desligamos de si mesmo, e desligamos o nosso coração.

A satisfação não vem daquilo que temos, mas do que fazemos com o que temos.

Aquilo que nos é dado não traz qualquer satisfação por si só. O que fazemos com o que temos é que dá valor a cada coisa. Assim como as possibilidades e alternativas não trazem realização por si só. Apenas quando exploradas cada uma delas, é que realizamos e nos contentamos.

A atitude de permanente acumulação material ou mesmo de busca desenfreada por posições na escadaria social não permite que o indivíduo tenha serenidade para fazer qualquer coisa com o que já conseguiu – que possa experimentar a satisfação com o que já tem.

Essa atitude tem sido apontada como à do rato de laboratório correndo na esteira hedônica.

Queremos ser felizes – indiscutível.

Queremos ter coisas, bens materiais – segundo especialistas o mundo material nos traz bem estar, e é o meio caminho da felicidade. Difícil falar de felicidade quando nos faltam os recursos mínimos de sobrevivência.

Não podemos falar de iluminação espiritual para quem está morrendo de frio e fome no meio da neve.

No entanto, o conforto material tem um limite, além do qual não vai trazer qualquer bem-estar adicional.

O problema é que nos acostumamos a correr atrás do conforto material, status e reconhecimento, de maneira automática, sem sequer parar para usufruir daquilo que tem.

Vale citar o Dalai Lama, que diz que vivemos acreditando que a vida não terá fim, e chegamos ao fim da vida sem sequer ter realmente vivido.

Aproveite o que já tem.

Beco

O que eu quero pode não ser o que eu preciso.

Às vezes a minha percepção pode estar enviesada quanto ao que estou querendo neste momento e a minha real necessidade.

O hábito nocivo de querer o que não preciso é próprio de quem está anestesiado correndo na esteira hedônica.

Mais dinheiro, uma viagem ao exterior, um carro novo, uma casa maior, tudo isso pode não ter relação com aquilo que realmente preciso.

De repente, a minha real necessidade pode ser coragem para enfrentar um problema sério, serenidade para encontrar a solução, humildade para procurar ajuda, e gratidão para reconhecer uma ajuda amiga.

Um exercício precioso é descer momentaneamente da esteira hedônica, respirar fundo e examinar aquilo que realmente necessito.

O que está me fazendo falta neste exato momento?

O que preciso para ser feliz agora?

O efeito mais insidioso da esteira hedônica é manter a mente muito focalizada no universo enorme de coisas que eu quero, sem deixar espaço para perceber as poucas coisas fundamentais que eu preciso.

Beco