Medo Posts

O medo na nossa cabeça.

O medo é bom?

O medo é ruim?

O medo é do futuro, e o futuro está na nossa cabeça.

O medo está na nossa cabeça porque tememos o erro, o desastre, o fracasso.

Agora não tenho tanto medo.

Medo pelo que não vai acontecer.

Medo pelo improvável.

Vivemos com medo de tanta coisa que não vai acontecer.

Não tenha medo de ser feliz.

Não sinta culpa de ser feliz.

Fazemos um cenário catastrófico de nossas vidas, como se o desfecho fosse um noticiário de falências dramáticas.

Nada disso vai acontecer.

As dificuldades podem até se acentuar, e as barreiras podem parecer instransponíveis, mas a sua capacidade vai dar conta, e os seus caminhos serão iluminados quando for hora.

Quando caminhamos com medo, baixamos o nosso olhar e só enxergamos os buracos no caminho.

Quando levantamos o olhar, e mantemos a auto-estima elevada, enxergamos os buracos com a visão periférica, mas o foco da nossa atenção está no nosso objetivo lá na frente.

Aí deixamos de ter medo. Deixamos de temer o buraco, pois acreditamos que chegamos lá, e lá é um bom lugar, um lugar onde queremos estar.

E essa autoconfiança é algo que não conseguimos enxergar ou segurar. É como o perfume da rosa, só de sentir, nos sentimos abençoados, mas não é visível não é palpável.

Ela está dentro de você.

Faça com que ela desabroche. Levante o olhar, vislumbre o horizonte formoso e um futuro positivo.

Olhe para dentro de si e veja com clareza a força que está ali guardada.

Se olhe no espelho e enxergue as virtudes e as qualidades.

Não se intimide, e seja feliz.

Beco

Não prejudique quem te ajuda.

Parece brincadeira, mas tem muita gente complicada que até para ajudar é difícil.

Procure não se enquadrar nessa categoria.

Não prejudique quem está te ajudando.

Aceite ajuda de coração.

Seja humilde e simplesmente aceite, sem críticas, sem culpa, de coração aberto.

Às vezes agimos com tal prepotência que recusamos ajuda e ofendemos quem nos estende a mão simplesmente porque julgamos acima de tudo isso. Recusamos ajuda porque achamos que vamos nos diminuir, e acabamos prejudicando quem mais nos ajuda.

Aceitar ajuda não nos tornam dependentes, diminuídos ou incapacitados.

O espírito perfeccionista também nos faz avessos à ajuda externa e às vezes podemos ofender quem nos ajuda.

Fazemos um julgamento negativo e açodado a respeito da pessoa que nos ajuda – ela não sabe porque passei.

Nos sentimos vulneráveis e rapidamente nos colocamos dentro de uma couraça de proteção, que na verdade nos protege contra o bem, e nos deixa ruminando o mal interno.

A auto-suficiência também afasta a ajuda – que as pessoas cuidem do seu próprio nariz.

A miopia da nossa real condição também nos coloca em negação do problema, da dificuldade e portanto de rejeição a qualquer ajuda.

Podemos também ver o mal em tudo. Aquele que me oferece ajuda é cínico, pois não está em sofrimento.

Reconheça quando as pessoas estão com boas intenções.

Não se julgue tão auto-suficiente.

Deixe a arrogância e a prepotência de lado, afinal você está com dificuldades, em sofrimento.

Seja humilde, se valorize, se levante do chão e segure a mão estendida.

Confie.

Não tenha a ilusão de que os problemas são fáceis e você é o todo poderoso, o super-herói.

Não se sinta uma carga para ninguém.

Não sinta culpa e não culpe ninguém por sua situação.

Não tenha pena de si próprio.

Não engate na resposta automática do: não, obrigado!

Exercite o: sim obrigado!

Beco

Não entre em pânico.

Se livre das preocupações obsessivas.

Não entre em parafuso quando sentir que tudo está dando errado.

Grande chance de você estar exagerando.

É possível que um ou dois problemas estejam, na sua mente, contaminando tudo na sua vida.

É mais uma questão mental que prática.

O pânico coloca uma nuvem negra no raciocínio e te impede de pensar adequadamente.

Primeiro de tudo, pare para respirar, leia um par de vezes a oração da serenidade e procure se acalmar.

Controle a respiração, compassadamente e deixe a pulsação se regular.

Escreva num papel tudo que está te atormentando.

Coloque tudo numa ordem de prioridade.

Inclua o real impacto de cada coisa na sua vida cotidiana.

Descreva qual a influência real que você teve para agravar a situação em cada item, cada problema.

Coloque um (S) nos itens que são problemas seus genuinamente, e coloque um (N) nos problemas que são de outra pessoa, ou não é problema de ninguém especificamente.

Descreva qual a ação possível que você pode tomar hoje para resolver cada problema.

É bem possível que pouco daquilo que estiver na lista exija uma ação sua de imediato.

É também possível que muito do que está na lista se enquadre nas coisas que você não tem qualquer controle.

Será que você foi o responsável por tudo isso?

Será que é razoável você se sentir culpado por tanta coisa que foge ao seu controle?

Uma boa recomendação nessa hora de pânico é: não faça nada estúpido!

Ao escrever tudo que repassei, procure descobrir a falha no pensamento que te levou ao pânico sem real motivo.

Ao se acalmar, anote ou memorize aquilo que funcionou para você e repita sempre que estiver na mesma situação.

Beco

Se livre do medo.

O medo é um sentimento ancestral.

O medo do escuro ajudou o homem das cavernas a sobreviver por milhões de anos.

Já comentei que coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de agir a despeito do medo.

Por ser um sentimento próprio do ser humano, ele não se afasta por si só. É preciso uma intenção e um trabalho deliberado.

É preciso exercitar, e o benefício vale a empreitada, pois ao sobrepujar o medo, qualquer um expande as suas possibilidades.

O medo, em muitas situações, impõe limitações e influencia negativamente nas decisões.

O medo também pode levar a reações agressivas inadequadas, e isso pode ser ilustrado facilmente em animais, cães e gatos, e se olharmos com atenção, constatamos isso também nas pessoas.

Quando é que isso atrapalha?

Onde está o excesso?

O medo pode te paralisar na busca dos seus sonhos e metas.

Às vezes o medo está relacionado com uma dor do passado. Uma pessoa se recusa a um novo relacionamento amoroso, pois foi magoada no relacionamento anterior.

Sabemos que não devemos colocar o dedo na tomada, pois a última vez que fizemos, quando garoto, não foi uma boa experiência. Isso vai se repetir sempre.

Quando colocamos o dedo na tomada, inconscientemente dizemos para si mesmo: nunca mais vou colocar o dedo na tomada.

O mesmo tipo de feedback influencia novos relacionamentos amorosos.

Quando terminamos dramaticamente um relacionamento, dizemos para si mesmo: nunca mais vou me apaixonar.

Temos que trabalhar essa noção de replicação. Devemos pular um pouco fora da nossa zona de conforto e confronte alguns dos nossos medos.

Algumas dicas:

-Afine sua percepção do que pode se repetir, do que realmente te causou a dor. Quase todo o medo que carregamos tem a ver com a nossa percepção.

-Acredite em você mesmo. Levante a sua auto-estima. Acredite que você é maior que o medo. A baixa auto-estima alimenta e potencializa o medo.

-Acredite e deseje os resultados bons das suas ações e decisões.

Susan Jeffers escreveu um livro: Feel the fear and do it anyway (Sinta o medo e faça assim mesmo), onde diz que muito do medo vem com o sentimento de incapacidade.

O medo de dirigir, esconde o sentimento de incapacidade de dirigir.

Isso vem também acompanhado com a excessiva importância às conseqüências, nesse caso, acidentes, ferimentos e mortes no trânsito. A mente é fértil, e o exercício mental pode parecer aterrador.

É preciso dar a real magnitude às conseqüências das nossas ações e decisões.

A idéia de valentia e coragem em oposição ao medo é errada. Precisamos do medo para nos impedir de cometer grandes besteiras. Precisamos pensar nas conseqüências dos nossos atos, mas não devemos exagerar, o que pode nos levar à imobilidade.

Você se lembra de alguma situação onde queria imensamente fazer alguma coisa, mas o medo te impediu de fazê-lo?

Beco

A coragem não é falta de medo.

Quando criança, usamos ter medo de muita coisa, o escuro, o barulho, os movimentos bruscos, as vozes alteradas.

Com o tempo, com a ajuda dos adultos e educadores, aprendemos que o mundo não é assim tão perigoso. Aprendemos que podemos conviver com o perigo e com as ameaças porque temos as ferramentas, físicas e psicológicas, para lidar com elas.

A coragem não é, portanto, a falta de medo, mas a escolha de agir e enfrentar as situações, a despeito do medo.

Quando a coragem nos é agraciada, deixamos de fugir, de correr, de se esconder e sentimos o poder e a força para navegar graciosamente pela vida.

Essa atitude é construída, aprendida passo a passo, experimentando as possibilidades que temos diante da vida.

Você se lembra de uma ocasião onde escolheu não perseguir a sua felicidade por conta do medo?

Isso também tem a ver com o desconforto de conviver com o risco de acontecer um fato indesejável no futuro. O receio do resultado ruim trabalha na nossa mente, no esforço de evitar a dor e o desapontamento já experimentados em outras ocasiões.

É bom sair da zona de conforto e confrontar o medo e o risco.

Muito disso tem a ver com a nossa percepção. Por isso, devemos refinar, melhorar e aprimorar a nossa percepção.

Devemos aprender a lidar com o sentimento de medo, pois os sentimentos são os insumos da nossa ação, ou melhor, eles governam as nossas ações.

Cuidado – o medo pode vir travestido de racionalidade. Queremos racionalizar o medo, na tentativa de justificar a nossa ação e decisão.

Acredite si próprio, tenha fé no seu taco.

Conviva com a incerteza.

Não devemos ser prisioneiros e nem intimidados pelo medo.

A maioria dos medos é infundada e vazia.

Lide com os medos um de cada vez. Vá devagar e com calma.

Na jornada da vida, se deixe distrair com as boas experiências, se esqueça momentaneamente do passado e se fortaleça emocionalmente para quando as tempestades surgirem.

Quando nos deixamos dominar pelo medo, temos uma tendência a nos encolher, nos isolar, agindo como o porco-espinho, que rapidamente se transforma em uma bola de espinhos ao menor sinal de perigo.

O porco-espinho é um animal de estratégia única de defesa, e para uma pessoa humana, a estratégia de isolamento pode ser desastrosa – devemos evitar.

Passe adiante.

Beco

Os medos que não vão chegar.

Vale repetir o comentário que fiz numa postagem anterior de que o homem é o único animal que passa metade da sua vida se preocupando com as coisas que não vão acontecer.

Se livre dessa preocupação excessiva com o futuro.

Se você está sendo vítima dos pensamentos sobre o futuro é porque não está dando a devida atenção ao presente.

Preste atenção ao que está fazendo no momento.

Muita gente dirige pensando nos conflitos que podem acontecer no final da semana, passa o final de semana pensando nas coisas que podem acontecer de errado nas férias e passa as férias pensando nos problemas que o esperam quando retornar ao trabalho.

Afinal, quando é que a gente usufrui o que está fazendo, se a cabeça está sempre em algum problema hipotético do futuro.

Estamos tão acostumados a pensar nos problemas do futuro, que a mente se enche desse vírus automaticamente. Basta estar acordado para rodar a rotina desse vírus.

Às vezes, basta uma pequena dificuldade aparecer para rodar a rotina do vírus – isso aconteceu então aquilo pode acontecer e se isso acontecer vai terminar mal e aí eu estou ferrado.

Assim como a mente ficou condicionada a rodar essa rotina, você tem que fazer um esforço para descondicionar.

Se concentre no que está fazendo, seja lá o que for.

Se estiver dirigindo, se concentre na aceleração e frenagem, nos carros, nas curvas, nas placas de sinalização.

Se estiver comendo, na mastigação, no sabor dos alimentos, nas cores e odores.

Se não estiver fazendo nada, se concentre na respiração.

Não é se preocupando mais com o futuro que você se prepara melhor para quando ele vier.

Beco